Lírio Parisotto: “Brasil está de joelhos” com juros altos e Bolsa “barata” pede gestão fiscal eficiente
Megainvestidor, com fortuna estimada em R$ 14 bilhões, critica desarranjo das contas públicas e defende choque de confiança para impulsionar economia e mercado.
O megainvestidor Lírio Parisotto, conhecido por sua fortuna avaliada em R$ 14 bilhões, expressou fortes críticas à atual situação econômica do Brasil. Segundo ele, a elevada taxa Selic, que se encontra em 14,5% ao ano, é uma consequência direta do “desarranjo das contas públicas” e da “falta de gestão” do governo.
Juros altos: reflexo da má gestão fiscal
Parisotto argumenta que uma administração pública mais eficiente seria capaz de promover a redução de gastos, o que, por sua vez, levaria a uma diminuição dos juros. Ele descreve o cenário atual como um em que o Estado se encontra “de joelhos”, endividado e forçado a pagar taxas de juros exorbitantes para honrar seus compromissos. Para reverter esse quadro, o empresário defende a necessidade de um “choque de confiança” que demonstre a viabilidade de gastar menos do que se arrecada.
Bolsa brasileira “barata” e com potencial de crescimento
Em contrapartida, o megainvestidor enxerga a Bolsa brasileira (B3) como “barata” e com um considerável potencial de valorização. Ele acredita que a melhoria do desempenho das empresas listadas está intrinsecamente ligada ao aumento do consumo e do nível de emprego no país. Parisotto estima que a B3 poderia crescer cerca de 50%, impulsionada pela recuperação econômica e pela melhoria da gestão pública, apesar dos “ruídos” que atualmente afetam o mercado, como a falta de clareza na política fiscal e a disputa presidencial.
Educação financeira e a busca por um presidente gestor
Parisotto também ressalta a importância da educação financeira para a população, criticando programas como o Desenrola por não atacarem a raiz do problema do endividamento. Ele expressa um desejo por um presidente com perfil empreendedor e focado em gestão eficiente, capaz de liderar o país rumo a um “círculo virtuoso” de crescimento, consumo e geração de empregos.
Críticas à escala 6×1 e ao novo programa Desenrola
Sobre o fim da escala 6×1, o investidor pontua que o impacto será sentido de forma diferente em cada setor, com maior ônus para empresas intensivas em mão de obra. No que diz respeito ao programa Desenrola, Parisotto questiona sua eficácia a longo prazo, argumentando que a falta de educação financeira é o principal fator por trás do endividamento recorrente da população. Ele observa que o endividamento não se restringe aos mais pobres, mas também atinge a classe média que busca antecipar desejos de consumo.
Fonte: neofeed.com.br

