Ataques direcionados a gestoras de private equity
Um grupo de hackers tem como alvo gestoras de private equity e outras grandes empresas financeiras dos Estados Unidos, em uma campanha que visa roubar senhas de funcionários. De acordo com um relatório do Google analisado pela agência Reuters, empresas como Blackstone, Apollo Global Management, KKR, TPG Capital e Bain Capital estão entre os alvos.
A lista de empresas visadas também inclui a gestora de hedge funds Bridgewater Associates, a plataforma de negociações CME Group e a agência de classificação de risco Moody’s. A campanha, realizada no último mês, utilizou a criação de 72 sites maliciosos para capturar credenciais de acesso.
Engenharia social e táticas de ligação
Os cibercriminosos empregaram táticas de engenharia social, incluindo ligações telefônicas que simulavam ser da central de atendimento das empresas. Nessas chamadas, os hackers alegavam a necessidade urgente de atualização de senhas, direcionando os funcionários para sites fraudulentos que imitavam os portais legítimos das companhias. Uma vez que o funcionário inseria suas credenciais, os criminosos conseguiam o acesso.
Apesar do uso de tecnologia avançada por parte das empresas, o elemento humano continua sendo o principal ponto de vulnerabilidade explorado pelos atacantes. Especialistas apontam que, mesmo com defesas cibernéticas robustas, a falha humana pode ser suficiente para comprometer a segurança.
Sucesso e eficácia dos ataques
Embora nem todas as tentativas de ataque tenham sido bem-sucedidas, algumas empresas chegaram a pagar resgates aos cibercriminosos, segundo informações do Google. Austin Larsen, principal analista do Google Threat Intelligence Group, ressaltou que o foco dos hackers nessas organizações se deve à percepção de que elas possuem dados sensíveis valiosos, pelos quais estariam dispostas a pagar para evitar sua divulgação.
Larsen destacou que, embora a técnica de engenharia social utilizada não seja particularmente nova ou sofisticada em termos tecnológicos, sua eficácia é notável. A capacidade de enganar funcionários para que abram a porta aos ataques demonstra a persistência do fator humano como um elo crítico na cadeia de segurança cibernética.
Fonte: neofeed.com.br

