quinta-feira, junho 4, 2026
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Greve em Portugal Cancela Voos Entre Brasil e Europa; Veja Quais Companhias Foram Afetadas

Greve Geral Atinge Aeroportos Portugueses

Uma greve geral convocada em Portugal nesta quarta-feira (3.jun.2026) está causando um impacto significativo nos aeroportos do país, com estimativas de até 500 voos afetados. A paralisação, que abrange diversos setores como transportes, hospitais e escolas, foi organizada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) em oposição à proposta de revisão da lei trabalhista apresentada pelo governo. Passageiros são orientados a verificar o status de seus voos diretamente com as companhias aéreas e a chegar com antecedência aos aeroportos, especialmente para voos internacionais fora da União Europeia.

Impacto nas Rotas Brasil-Portugal

Nas conexões entre Brasil e Portugal, pelo menos oito voos foram cancelados. As companhias Azul e Latam confirmaram a suspensão de voos. A Latam cancelou quatro ligações, sendo duas de Guarulhos para Lisboa na terça-feira (2.jun.2026) e duas de Lisboa para Guarulhos na quarta-feira (3.jun.2026). Os passageiros afetados pela Latam têm à disposição opções como reacomodação em voos futuros, alteração de data sem custos ou reembolso integral do bilhete.

Azul e TAP Detalham Operações

A Azul informou o cancelamento de quatro voos entre Campinas e Lisboa, e declarou estar prestando assistência aos consumidores prejudicados, além de ter programado voos extras para mitigar os efeitos da greve. Já a TAP anunciou que operará 79 voos sob o regime de serviços mínimos durante a paralisação e está contatando passageiros cujos voos foram cancelados e que ainda não alteraram suas reservas. A companhia aérea divulgou uma lista de rotas que serão mantidas entre Portugal e o Brasil.

Motivações da Greve e Posição do Governo

A CGTP argumenta que a reforma trabalhista proposta pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro (PSD) representa uma redução de direitos, com pontos contestados como mudanças em contratos a prazo, banco de horas e regras de subcontratação. O governo, por sua vez, defende que a reforma visa aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho. O primeiro-ministro minimizou o impacto da greve, enquanto a ministra do Trabalho expressou respeito ao direito de paralisação, mas alertou para possíveis inconvenientes. A União Geral de Trabalhadores (UGT) não aderiu à greve, considerando-a extemporânea.

Fonte: www.poder360.com.br

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