sábado, maio 16, 2026
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Governistas pedem CPI do Banco Master após áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para filme

Governistas pressionam por CPI do Banco Master após áudio vazado

Deputados da base aliada ao governo Luiz Inácio Lula da Silva voltaram a exigir, nesta terça-feira (13), a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. A pressão aumentou após o vazamento de um áudio que, segundo reportagem do Intercept Brasil, atribuiria ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) um pedido de dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro. O recurso teria sido solicitado para custear a produção do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.

Áudio revela suposto pedido de R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro

De acordo com a reportagem, o áudio sugere que Vorcaro teria se comprometido a destinar aproximadamente R$ 61 milhões para o financiamento do filme. O montante total negociado chegaria a R$ 134 milhões, embora não haja confirmação de que todo o valor tenha sido efetivamente repassado. O senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro foram procurados pela reportagem, mas não responderam até o fechamento desta matéria.

Deputados reforçam pedido por investigação aprofundada

Em resposta ao vazamento, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) utilizou suas redes sociais para intensificar a cobrança pela instalação da CPMI do Master, afirmando que o caso expõe um “acordão no Congresso” para beneficiar aliados do ex-presidente. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) também se manifestou, defendendo que a comissão de inquérito é necessária para “ir a fundo nas investigações e pegar todos os envolvidos”. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que solicitará à Polícia Federal a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro.

Governo reconhece falha em não protagonizar CPI inicial

O embate em torno da CPI do Banco Master ganha contornos adicionais com o reconhecimento do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de que o partido “errou” ao não aderir ao requerimento inicial da oposição para a criação da comissão. Segundo Silva, a base governista deveria ter assumido o protagonismo das investigações desde o princípio. O PT protocolou um requerimento próprio de CPI, mas optou por não subscrever o pedido da oposição, que contava com mais assinaturas. A estratégia do PT tem sido vincular o escândalo ao governo Bolsonaro e à gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Fonte: www.poder360.com.br

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