Governistas pressionam por CPI do Banco Master após áudio vazado
Deputados da base aliada ao governo Luiz Inácio Lula da Silva voltaram a exigir, nesta terça-feira (13), a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. A pressão aumentou após o vazamento de um áudio que, segundo reportagem do Intercept Brasil, atribuiria ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) um pedido de dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro. O recurso teria sido solicitado para custear a produção do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
Áudio revela suposto pedido de R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro
De acordo com a reportagem, o áudio sugere que Vorcaro teria se comprometido a destinar aproximadamente R$ 61 milhões para o financiamento do filme. O montante total negociado chegaria a R$ 134 milhões, embora não haja confirmação de que todo o valor tenha sido efetivamente repassado. O senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro foram procurados pela reportagem, mas não responderam até o fechamento desta matéria.
Deputados reforçam pedido por investigação aprofundada
Em resposta ao vazamento, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) utilizou suas redes sociais para intensificar a cobrança pela instalação da CPMI do Master, afirmando que o caso expõe um “acordão no Congresso” para beneficiar aliados do ex-presidente. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) também se manifestou, defendendo que a comissão de inquérito é necessária para “ir a fundo nas investigações e pegar todos os envolvidos”. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que solicitará à Polícia Federal a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro.
Governo reconhece falha em não protagonizar CPI inicial
O embate em torno da CPI do Banco Master ganha contornos adicionais com o reconhecimento do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de que o partido “errou” ao não aderir ao requerimento inicial da oposição para a criação da comissão. Segundo Silva, a base governista deveria ter assumido o protagonismo das investigações desde o princípio. O PT protocolou um requerimento próprio de CPI, mas optou por não subscrever o pedido da oposição, que contava com mais assinaturas. A estratégia do PT tem sido vincular o escândalo ao governo Bolsonaro e à gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Fonte: www.poder360.com.br

