Greve Geral na USP
Os funcionários técnico-administrativos da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram a deflagração de greve. A decisão surge como resposta à criação de um bônus salarial destinado aos professores da instituição, gerando insatisfação entre os demais servidores. A paralisação visa pressionar a administração da USP por melhores condições de trabalho e remuneração.
Reivindicações Salariais e Inflação
Um dos principais pontos da pauta de reivindicações dos funcionários é a recomposição integral das perdas inflacionárias acumuladas desde 2012. Segundo cálculos, a inflação nesse período atingiu 14,5%. Os servidores argumentam que a ausência de reajuste corrói o poder de compra e precariza o salário, especialmente diante dos novos benefícios concedidos ao corpo docente.
Tamanho da Comunidade USP
A Universidade de São Paulo conta com um corpo docente expressivo, com mais de 5.300 professores. Paralelamente, a universidade emprega aproximadamente 12.600 funcionários técnico-administrativos, conforme dados divulgados pela própria USP em 2024. A greve, portanto, tem o potencial de impactar significativamente as atividades administrativas e de suporte em toda a universidade.
Contexto da Decisão
A aprovação da greve reflete um momento de tensão entre as diferentes categorias da USP. Enquanto os professores recebem novos incentivos, os servidores técnico-administrativos sentem-se desvalorizados e buscam equiparação e reconhecimento. A paralisação é vista como o último recurso para que suas demandas sejam ouvidas e atendidas pela gestão da universidade.
Fonte: viva.com.br

