quarta-feira, maio 6, 2026
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Formação Médica no Brasil Sob Lupa: Quase 14 mil Concluintes em Faculdades de Baixa Qualidade e o Debate sobre Novo Exame Nacional

Desempenho Insatisfatório em Escolas Médicas

O primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) trouxe à tona um cenário preocupante para a formação médica no Brasil. Quase 14 mil estudantes que concluíram a graduação em 2025 o fizeram em instituições avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC) como abaixo do mínimo aceitável. A prova, que avaliou mais de 39 mil alunos em 351 cursos de medicina, revelou que 30% das escolas obtiveram notas 1 ou 2, indicando um desempenho insatisfatório.

Disparidade entre Instituições Públicas e Privadas

Os resultados do Enamed evidenciam uma clara divisão na qualidade do ensino médico. Instituições municipais e privadas com fins lucrativos apresentaram uma média de proficiência de 57%. Em contrapartida, universidades públicas federais e estaduais demonstraram um desempenho consideravelmente superior, com médias de proficiência acima de 80%. Essa diferença levanta questões sobre os fatores que contribuem para a excelência do ensino nas instituições públicas e os desafios enfrentados pelas demais.

Expansão da Oferta e Questionamentos sobre Qualidade

O panorama atual da formação médica no Brasil ocorre em meio a uma notável expansão do número de cursos de medicina. O país figura hoje como o segundo com mais faculdades da área no mundo, atrás apenas da Índia. Essa expansão, contudo, tem sido marcada por intensas disputas políticas e decisões judiciais que, segundo críticos, permitiram a abertura de novos cursos sem as garantias mínimas de infraestrutura e qualidade exigidas.

O Futuro Exame de Proficiência Médica

Em paralelo aos debates sobre a qualidade da formação, tramita no Congresso Nacional uma proposta para instituir um exame de proficiência médica, comparado à “OAB da Medicina”. Coordenado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o exame seria obrigatório para que os médicos recém-formados pudessem obter seu registro profissional. Embora entidades médicas e o Ministério da Saúde reconheçam a importância de uma avaliação desse porte, ainda existem divergências significativas quanto ao formato e à forma de execução do exame.

Fonte: futurodasaude.com.br

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