quarta-feira, maio 6, 2026
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Familiares de Presos Políticos na Venezuela Iniciam Greve de Fome Exigindo Liberações Prometidas

Caracas, Venezuela –

Familiares de presos políticos na Venezuela deram início a uma greve de fome neste sábado (14) em frente à Zona 7 da Polícia Nacional, em Caracas. O protesto visa pressionar por mais libertações, após o adiamento da aprovação de uma lei de anistia que prometia beneficiar centenas de detidos.

Um Grito por Respostas Concretas

Cerca de dez mulheres, muitas utilizando máscaras, deitaram-se em fila na entrada da unidade prisional, onde acampam há mais de um mês. Uma lista com os nomes das grevistas foi deixada ao lado, simbolizando a urgência de suas demandas. Elas clamam por celeridade na libertação de seus entes queridos, um desdobramento anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez em 8 de janeiro, sob intensa pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos.

A Esperança Adiadas e a Medida Drástica

A aprovação da lei de anistia, que abrangeria os 27 anos do chavismo e poderia libertar centenas de detidos, foi adiada pela segunda vez devido a divergências entre os deputados sobre seu escopo e o papel do Judiciário. A expectativa era de que a votação final ocorresse em 10 de fevereiro, mas foi postergada para a próxima semana, com a próxima sessão legislativa agendada para 19 de fevereiro. Em resposta a esse impasse, os familiares optaram pela greve de fome, descrita como uma “medida drástica” necessária para obterem respostas efetivas. “Com isso é óbvio que vamos nos esgotar muito mais (…), mas já é uma medida drástica que consideramos necessária para acabar com tudo isso”, declarou Evelin Quiaro, mãe de um preso político, que comeu pela última vez após a 1h da manhã.

Libertações Parciais e a Luta Contínua

Apesar do adiamento da lei, 17 presos políticos foram libertados durante a madrugada de sábado da Zona 7. Entre eles, estava José Elías Torres, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV), detido desde novembro sem ordem judicial. Segundo a ONG Foro Penal, desde 8 de janeiro, 431 presos políticos obtiveram liberdade condicional, enquanto 644 permanecem detidos. A luta dos familiares continua, buscando a concretização da promessa de libertação de todos os detidos por motivos políticos.

Fonte: jovempan.com.br

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