domingo, maio 31, 2026
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Ex-secretário critica falha de SP em delegacias especializadas para menores vítimas de violência

Especialista defende criação de delegacias focadas em crianças e adolescentes

Um ex-secretário nacional de políticas sobre drogas criticou a gestão de São Paulo por não implementar delegacias especializadas no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência. A declaração surge em um contexto onde a força-tarefa do 63º Distrito Policial identificou cinco suspeitos, incluindo quatro adolescentes, em um caso recente de agressão sexual, o que reforça a urgência de estruturas de apoio mais eficazes.

Secretaria de Segurança Pública detalha rede de atendimento

Em resposta, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) assegurou que a violência sexual contra crianças e adolescentes é tratada com prioridade em qualquer delegacia da Polícia Civil. A pasta destacou a existência de uma rede especializada que inclui 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), 173 Salas DDM online, Delegacias de Polícia sobre Infrações de Crimes contra a Criança e o Adolescente (DPCA), a 4ª Delegacia de Pedofilia, o Núcleo de Observação e Atendimento Digital e 06 Delegacias da Infância e Juventude (DIJU).

O caso recente e a necessidade de especialização

O caso que motivou a discussão envolveu a identificação de cinco envolvidos em agressões a menores, com um adulto preso na Bahia e transferido para São Paulo. As vítimas, após receberem alta médica, foram encaminhadas para abrigos e casas de parentes. A complexidade e a sensibilidade desses casos, argumentam críticos, demandam equipes e estruturas com formação e foco específicos para garantir um atendimento mais humanizado e eficiente.

Debate sobre a efetividade das estruturas atuais

Apesar da existência de diversas delegacias e núcleos especializados, o debate sobre a criação de delegacias exclusivas para menores vítimas de violência persiste. A preocupação é que, mesmo com a prioridade declarada, a falta de unidades dedicadas possa diluir o foco e a expertise necessária para lidar com a gravidade e as particularidades de crimes contra crianças e adolescentes.

Fonte: viva.com.br

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