terça-feira, julho 28, 2026
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EPR assume a Régis Bittencourt em leilão histórico: tarifa de pedágio despenca e disputa pelo domínio rodoviário se intensifica

Arremate em leilão na B3 marca ascensão da EPR e reviravolta no mercado de concessões rodoviárias.

A Rodovia Régis Bittencourt, trecho vital da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, tem um novo guardião. A EPR, consórcio formado pelos grupos Equipav e Perfin, arrematou a concessão de 383 quilômetros em um leilão realizado na B3, com um deságio expressivo de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio. A proposta da EPR superou a da Motiva, que ofereceu 12,10%, e a da Arteris, atual concessionária, que apresentou um lance simbólico de 0,01%. Este resultado não apenas representa um marco financeiro, mas também um divisor de águas na disputa pela liderança entre os grandes operadores rodoviários do Brasil.

Tarifa de pedágio com redução de 32% e investimentos massivos prometidos.

Com o deságio oferecido pela EPR, somado ao desconto já previsto no edital de 11,8%, a tarifa para percorrer o trajeto São Paulo-Curitiba cairá de R$ 25,80 para R$ 17,55, uma redução de 32%. O novo contrato, com duração de 15 anos, prevê investimentos de R$ 7,2 bilhões em obras de ampliação e modernização da infraestrutura, além de R$ 4,06 bilhões para operação e manutenção. Entre as melhorias planejadas estão 70 km de faixas adicionais, 33 km de vias marginais, 18 passarelas, 19 passagens de fauna e a duplicação de 69 km de pista, com foco em segurança e fluidez.

Vitória estratégica para a EPR e revés simbólico para a Motiva.

A conquista da Régis Bittencourt é um passo fundamental na estratégia de expansão da EPR, consolidando a empresa como um dos principais players privados do setor, com forte presença no eixo Sul-Sudeste. Para a Motiva, a derrota representa um revés significativo, pois a rodovia era vista como a porta de entrada para assumir a liderança nacional em extensão de rodovias concedidas, posição hoje acirradamente disputada com a EcoRodovias. A Arteris, por sua vez, deixa um ativo considerado premium, conhecido por suas altas margens de Ebitda e demanda consolidada.

Repactuação e otimização do programa de concessões.

A concessão da Régis Bittencourt é a quinta relicitada dentro do programa de otimização conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que visa modernizar contratos antigos e destravar investimentos em corredores logísticos essenciais. A repactuação do contrato, mecanismo utilizado para atualizar concessões maduras, surge como uma oportunidade para corrigir gargalos históricos e impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária brasileira, conectando o maior centro consumidor do país ao Porto de Paranaguá, porta de saída do agronegócio e de cargas industriais.

Fonte: neofeed.com.br

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