sexta-feira, julho 31, 2026
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Envelhecimento Populacional Brasileiro: Estudo Revela Aumento de Custos para o SUS e Desafios para o Cuidado Idoso

Impacto Financeiro Crescente no Sistema Público de Saúde

O envelhecimento da população brasileira, com projeções apontando que até 2070 quase 40% dos cidadãos terão 60 anos ou mais, impõe um desafio financeiro significativo ao Sistema Único de Saúde (SUS). Um estudo aponta que a evolução demográfica, por si só, deverá elevar os gastos públicos com saúde em R$ 67,2 bilhões entre 2024 e 2034. Esse aumento será impulsionado principalmente por despesas com assistência farmacêutica e atendimentos hospitalares especializados, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), onde as diárias extras podem atingir cerca de R$ 6,8 mil por paciente.

Doenças Crônicas: Um Fator Multiplicador de Demandas

O avanço da idade está intrinsecamente ligado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer, Alzheimer e Parkinson. Essas condições exigem acompanhamento contínuo, uso prolongado de medicamentos, exames frequentes e internações de média e alta complexidade, sobrecarregando ainda mais a infraestrutura e os recursos do SUS.

Mudanças Sociais e o Vácuo no Cuidado Familiar

O especialista em custos hospitalares Marcelo Carnielo destaca que o envelhecimento populacional também reflete uma mudança na estrutura familiar. O modelo tradicional, onde famílias numerosas cuidavam internamente de seus idosos, sustentado pelo trabalho doméstico não remunerado feminino, tem se tornado insustentável com a urbanização e a queda da taxa de fecundidade. Esse cenário tem levado a um aumento de cuidadores informais, muitas vezes sem a capacitação adequada para lidar com as necessidades específicas de pessoas com limitações físicas ou cognitivas.

Propostas para um Futuro Sustentável no Cuidado Idoso

Diante desse quadro, o país enfrenta a questão central de como e quem cuidará dos idosos. Especialistas defendem a aceleração da Política Nacional de Cuidados, com integração entre os sistemas de Saúde e Assistência Social. Ampliar o financiamento público para cuidadores domiciliares, oferecer subsídios a famílias de baixa renda, e expandir modelos de atendimento como centros-dia e moradias compartilhadas são algumas das propostas. A regulamentação da profissão de cuidador de idosos, com exigência de formação técnica, e o aprimoramento da capacitação das equipes de atenção primária para orientar familiares também são pontos cruciais para garantir um futuro com qualidade e dignidade para a população idosa brasileira.

Fonte: viva.com.br

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