Elon Musk desafia a mídia: “Não apoio extrema direita, mas pessoas normais”
Bilionário critica rotulação de posições tradicionais como radicais e alerta sobre riscos da imigração em massa na Europa.
Em entrevista à revista britânica The Economist, o empresário Elon Musk declarou que não se identifica com a “extrema direita”, mas sim com “pessoas normais”. Segundo o homem mais rico do mundo, muitas posições atualmente classificadas como extremistas eram consideradas comuns há uma década ou quinze anos. Musk compartilhou trechos da conversa em seu perfil na rede social X.
Mudança no Centro Político e Crítica à Mídia
Questionado sobre o apoio a partidos rotulados como de “extrema direita”, Musk rebateu, afirmando que a imprensa frequentemente qualifica equivocadamente posições tradicionais como radicais. Para ilustrar sua tese sobre a mudança no centro político, o bilionário mencionou que discursos antigos de democratas como Barack Obama e Hillary Clinton, quando apresentados como falas de Donald Trump, são criticados por pessoas de “esquerda lunática” sem que percebam a origem.
Musk citou princípios como fronteiras seguras, cidades seguras e responsabilidade fiscal como exemplos de políticas que não deveriam ser consideradas extremistas. Ele criticou veementemente a mídia por, em sua visão, caracterizar de forma “falsa, enganosa e sem sentido” o espectro político.
Alerta sobre Imigração e Risco de Conflito na Europa
A entrevista também abordou as preocupações de Musk sobre a situação na Europa. Questionado sobre uma publicação sua de 2025 que previa “guerra civil na Grã-Bretanha”, o empresário reiterou que a imigração em larga escala de pessoas com crenças consideradas “antagônicas aos valores ocidentais” pode levar a conflitos. Ele alertou que a tentativa de impor visões distintas pode culminar em “guerra civil”, descrevendo a situação como uma “tendência”.
Musk também comentou sobre o filme “Vigilante Cidadão”, recomendado por ele, que retrata uma Europa distópica e glorifica o assassinato de imigrantes. O bilionário defendeu a obra como “digna de assistir” e aproveitou para criticar a imprensa por, segundo ele, não combater a censura no continente.
Desprezo por Críticas e Visão da Mídia
Ao ser questionado sobre o motivo de tantas pessoas o odiarem, Musk respondeu que não se importa, acreditando que a rejeição à mídia é maior do que a dirigida a ele. Ele argumentou que, com centenas de milhões de seguidores no X, mais pessoas gostam dele do que o contrário. Musk acusou a imprensa de distorcer suas posições e ignorar as mudanças no debate político, insistindo que os europeus estão “programados pela TV e pela mídia convencional” e que a mídia “continua ignorando a realidade”.
Fonte: www.poder360.com.br

