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Durigan alerta EUA: Investigação comercial sobre práticas do Brasil não deve se tornar “teatro” para tarifas

Investigação Americana sob Lupa

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez um pronunciamento contundente em Washington D.C. nesta sexta-feira (17.abr.2026), afirmando que a investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre as práticas comerciais brasileiras não pode ser instrumentalizada como um “teatro” para a imposição de tarifas. A declaração surge em meio a uma apuração iniciada pelos EUA em julho de 2025, que utiliza como base a Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Pontos de Atrição na Investigação

A investigação norte-americana abrange diversos aspectos da economia brasileira, incluindo o funcionamento do Pix, decisões judiciais relacionadas a grandes empresas de tecnologia (Big Techs) e o combate ao desmatamento ilegal. O governo dos EUA também demonstrou interesse em avaliar práticas em áreas como comércio eletrônico, pagamentos digitais, tecnologia, taxas de importação e a proteção à propriedade intelectual no Brasil. Um dos focos centrais, conforme ofício divulgado na época, é examinar políticas brasileiras que possam afetar a competitividade de empresas americanas no setor de pagamentos digitais e e-commerce.

Expectativas Brasileiras e a Seção 301

Durigan expressou a expectativa de que as respostas apresentadas pelo governo brasileiro sejam devidamente consideradas pelas autoridades americanas. A Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974 é um dispositivo legal que permite ao presidente americano tomar medidas consideradas apropriadas para responder a ações de outros países que possam ser consideradas injustas ou discriminatórias, incluindo a imposição de tarifas adicionais. A investigação de 2025, em particular, citou questionamentos ao Pix e ao comércio informal, como o da avenida 25 de Março, em São Paulo.

O Papel da Seção 301

Na prática, a Seção 301 funciona como uma justificativa legal para que os Estados Unidos implementem medidas comerciais retaliatórias. O mecanismo confere ao governo americano a prerrogativa de investigar e, caso conclua pela existência de práticas comerciais desfavoráveis, impor sanções que podem incluir o aumento de impostos sobre importações de produtos brasileiros. A posição do ministro Durigan sinaliza a preocupação do Brasil em garantir que a investigação seja conduzida com base em fatos e análises justas, sem que sirva de pretexto para medidas protecionistas.

Fonte: www.poder360.com.br

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