quinta-feira, junho 18, 2026
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Copom Reduz Selic para 14,25% em Meio a Cautela com Inflação e Guerra Irã-EUA

Corte de Juros e Cenário de Incertezas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17.jun.2026) a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,25% ao ano. Esta é a terceira vez consecutiva que a autoridade monetária corta os juros, uma decisão amplamente antecipada pelo mercado financeiro. No entanto, o comunicado oficial revela um tom de cautela, influenciado pelas expectativas de inflação e pela instabilidade no cenário internacional, especialmente pela guerra entre Estados Unidos e Irã.

Impacto da Geopolítica na Inflação

A preocupação central do Copom reside nos possíveis efeitos da escalada do conflito no Oriente Médio sobre os preços globais de energia. O aumento do petróleo, por exemplo, acende o alerta para um choque inflacionário mais prolongado, com reflexos diretos nos custos de combustíveis, fertilizantes, transporte e diversos outros insumos essenciais para a economia brasileira.

Expectativas de Inflação em Alta

A decisão de manter um ritmo gradual de cortes nos juros ocorre em um momento de deterioração das projeções inflacionárias. O Boletim Focus mais recente indicou que o mercado elevou as expectativas para o IPCA de 2026 pela 14ª semana seguida, atingindo 5,30%. Para 2027, a projeção subiu para 4,10%. Essa tendência reforça a necessidade de vigilância por parte do Banco Central.

Caminhos Futuros da Política Monetária

Economistas interpretam que o Copom acredita que o choque inflacionário possa ser temporário, com duração estimada de até dois trimestres. Nesse contexto, a autoridade monetária estaria disposta a aceitar uma convergência mais lenta da inflação para a meta de 3%, buscando preservar o estímulo à atividade econômica. Contudo, um cenário alternativo, onde a alta dos preços de energia se estende por mais de três trimestres, poderia levar o Banco Central a interromper a flexibilização monetária e até reverter o ciclo, elevando a Selic novamente para 15% ao ano. As projeções de mercado para o fim de 2026 apontam para 13,75%, mas estas previsões são voláteis e sujeitas a frequentes revisões diante do quadro de incertezas.

Fonte: www.poder360.com.br

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