quarta-feira, maio 6, 2026
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Copa do Mundo 2026: BTG Pactual revela quais setores do varejo brasileiro lucram e quais perdem com o evento

Impacto Assimétrico no Varejo Brasileiro

A proximidade da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá entre junho e julho, leva o BTG Pactual a analisar os efeitos do torneio no varejo nacional. A conclusão é de que o impacto será desigual, com alguns segmentos prosperando e outros enfrentando desafios. O banco destaca que o evento não impulsiona o crescimento geral do varejo, mas sim promove uma redistribuição de receitas, favorecendo setores ligados ao futebol e penalizando categorias de consumo discricionário.

Grupo SBF Lidera os Beneficiados

O Grupo SBF, detentor da Centauro e responsável pela operação da Nike no Brasil, é apontado como um dos grandes vencedores. A expectativa é de um aumento significativo nas vendas de artigos esportivos, especialmente camisas da seleção. Dados de Copas anteriores indicam um crescimento médio de 48% nas vendas de produtos relacionados ao futebol durante o período do torneio. O banco projeta que o Grupo SBF possa vender cerca de 850 mil camisas, com estratégias de precificação que visam manter margens saudáveis.

Varejo Alimentar e Bebidas em Alta

Outros setores que devem se beneficiar são o varejo alimentar e as empresas de bebidas. O consumo em domicílio durante os dias de jogos do Brasil tende a impulsionar as vendas desses segmentos, aproveitando a dinâmica de reuniões e celebrações em torno das partidas.

Moda e Shoppings Sob Pressão

Por outro lado, varejistas de moda, como Renner e C&A, e os shoppings centers podem enfrentar dificuldades. A análise do BTG Pactual sugere que, em dias de jogos da seleção brasileira, especialmente se ocorrerem durante a semana, pode haver uma perda de até 37% nas horas de venda e um recuo médio de 12% nas vendas. Dados de fluxo de pedestres em shoppings já mostraram quedas de até 40% durante os horários das partidas em edições anteriores.

Efeito Temporário e Lucrativo

O relatório do BTG Pactual ressalta que o aumento na demanda por artigos esportivos é concentrado em um período de 6 a 8 semanas, caracterizando-se como um acréscimo temporário, porém altamente lucrativo. Para os varejistas de moda e shoppings, o impacto negativo também é concentrado, exigindo atenção na gestão de estoques e estratégias promocionais para mitigar as perdas durante os períodos de jogos.

Fonte: neofeed.com.br

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