quarta-feira, maio 6, 2026
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CNJ pede investigação sobre desembargador que visitou tenente-coronel após morte da esposa

Investigação em Andamento

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitou uma investigação para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan. A apuração foca em sua visita ao apartamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto em 18 de fevereiro, poucas horas após a morte de Gisele Alves Santana, esposa do militar. O CNJ abriu um Pedido de Providências no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para obter mais detalhes sobre a ação do desembargador, que tramita sob sigilo.

Origem da Solicitação

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi quem acionou o CNJ, sugerindo a abertura de um processo disciplinar contra o desembargador. A parlamentar expressou preocupação com uma possível “violação de imparcialidade” por parte do magistrado, conforme declarado em suas redes sociais. O caso ganha destaque em meio às investigações sobre a morte da policial, que agora é tratada como feminicídio.

A Visita ao Apartamento

Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, de 66 anos, compareceu ao apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo, minutos após Gisele ter sido atingida. Segundo o tenente-coronel, ele chamou o desembargador por serem amigos próximos, versão confirmada pelo próprio magistrado em depoimento à polícia. Câmeras de segurança registraram a chegada de Cogan ao edifício por volta das 9h07. Na ocasião, Gisele já havia sido levada ao hospital, onde a morte foi constatada posteriormente. Cogan afirmou em depoimento que foi ao local para apoiar o amigo, que teria relatado um suposto suicídio de Gisele.

Controvérsias no Depoimento

Durante seu depoimento à Polícia Civil, Cogan relatou que Geraldo Neto desejava retornar ao apartamento para tomar banho, mesmo com a cena do crime ainda sob análise policial. O desembargador alegou não ter presenciado o tenente-coronel entrar no banheiro, pois já se encontrava no corredor. Ele também mencionou que, na garagem, Geraldo Neto reiterou a versão do suicídio e teve um “crise de choro” na presença do magistrado, outros policiais e psicólogas. Imagens de câmeras corporais de policiais que atuaram na ocorrência captaram o espanto dos agentes com a presença do desembargador no local.

Conclusão Preliminar e Suspeitas

O delegado Lucas de Souza Lopes, responsável pela investigação inicial, considerou o depoimento de Cogan “consistente” e alinhado a uma atuação motivada por lealdade pessoal, sem intenção de influenciar o inquérito. Contudo, o delegado levantou a hipótese de que a presença do desembargador poderia ter sido parte de uma “operação de raciocínio estratégico” de Geraldo Neto, visando demonstrar conexões com figuras de autoridade e antecipar “consequências institucionais”. O tenente-coronel Geraldo Neto é o principal suspeito pela morte da esposa e já se tornou réu por feminicídio e fraude processual, encontrando-se detido em um presídio militar.

Fonte: viva.com.br

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