Retomada das Exportações
A China autorizou a reabertura das importações de carne bovina de três importantes frigoríficos brasileiros, cujas operações estavam suspensas desde março de 2025. A notícia foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última terça-feira (19.mai.2026), após uma reunião bilateral em Pequim entre o ministro André de Paula e a ministra da Administração-Geral de Aduanas da China, Sun Meijun. As plantas liberadas pertencem à JBS, em Mozarlândia (GO); à Frisa, em Nanuque (MG); e à Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP).
Motivo da Suspensão e Medidas Corretivas
A suspensão foi inicialmente comunicada pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) em março de 2025. Na época, o Mapa informou que auditorias remotas realizadas pelas autoridades chinesas identificaram não conformidades com os requisitos de importação do país. As empresas afetadas foram notificadas e, desde então, trabalharam na implementação de medidas corretivas para atender às exigências de Pequim, culminando agora na liberação das plantas.
Impacto para o Setor e Confiança Sanitária
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) celebrou a decisão chinesa, classificando-a como uma “importante conquista para o setor”. A entidade destacou que a retomada das exportações reforça a confiança no sistema sanitário brasileiro e evidencia a capacidade de diálogo e resposta técnica do Brasil. A Abiec atribuiu o sucesso à articulação conduzida pelo Mapa junto ao governo chinês nos últimos meses, fortalecendo a relação comercial bilateral.
Relação Comercial Fortalecida
A reabilitação das plantas frigoríficas sinaliza um avanço significativo nas relações comerciais entre Brasil e China. A capacidade de resolver as pendências sanitárias e retomar as exportações demonstra a solidez da parceria e a eficiência na gestão de questões técnicas, segundo a Abiec. Este desfecho positivo contribui para a continuidade do fluxo de exportações de carne bovina brasileira para um dos maiores mercados consumidores do mundo.
Fonte: www.poder360.com.br

