quarta-feira, maio 6, 2026
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Caiado ataca ‘custo Brasil’ e Haddad, aposta em terras raras e mira investidores da Faria Lima com lei de liberdade econômica em Goiás

Goiás: Um Oásis contra a Burocracia

O governador Ronaldo Caiado tem direcionado suas críticas ao que ele chama de “custo Brasil”, estimado em 23% para os empresários, principalmente devido à burocracia excessiva. Em entrevista, Caiado destacou que essa questão é um entrave histórico para a sobrevivência das empresas no país, agravado pela corrupção e pelos juros elevados. No entanto, ele aponta Goiás como um exemplo de como contornar esse cenário desfavorável.

A “lei de liberdade econômica” sancionada em 2024 pelo governador é um dos pilares dessa estratégia. A legislação dispensa 962 atividades de baixo risco de licenças e alvarás, agilizando significativamente a instalação de novas empresas no estado. “Não vai ser a trava do meio ambiente ou de qualquer outra burocracia que vai impedir as empresas de avançar em Goiás”, afirmou Caiado.

Terras Raras: O Novo Ouro de Goiás com Parceria Americana

Um dos focos de Caiado é o potencial de Goiás na exploração de minerais críticos, especialmente as terras raras. Recentemente, o governador assinou um memorando de entendimento com o governo dos Estados Unidos para impulsionar estudos e o desenvolvimento desses minerais no estado. O objetivo é ir além da exportação da matéria-prima bruta, que hoje beneficia principalmente a China, e agregar valor através do processamento e separação dos minerais críticos.

“Sou o primeiro governador da história de Goiás a assinar um memorando com o governo americano. A gente precisa fazer o que, no Brasil, está parado”, declarou Caiado. O protocolo de intenções prevê investimentos em pesquisa e um mapeamento detalhado do subsolo goiano, identificando reservas de nióbio, terras raras pesadas, cobre, níquel e cassiterita. Goiás já autorizou a exploração de terras raras pesadas em Minaçu e Nova Roma, tornando-se o único estado do ocidente a produzir esse insumo estratégico.

Críticas à Gestão Fiscal e ao Ministro Haddad

Em sua avaliação sobre a economia nacional, Caiado foi contundente ao criticar o desempenho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o governador, o arcabouço fiscal implementado pelo governo federal foi um “colapso completo”, resultando em um aumento da dívida pública sobre o PIB e na elevação dos juros. Ele acusou Haddad de ser um “protegido político” sem a competência necessária para a pasta, atribuindo a ele políticas “perdulárias, muito gastadoras e populistas”.

Caiado lamentou a falta de atenção do governo federal à mineração e criticou a ausência de políticas públicas de destaque na gestão de Haddad. “Ele não fez nenhuma política que tenha feito com que o Brasil fosse reconhecido por isso. No campo fiscal, não fez absolutamente nada. A política fiscal foi um desastre”, sentenciou o governador, expressando a esperança de que o Brasil “não cometa outra vez este erro”.

Fonte: neofeed.com.br

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