Cortes de Juros Mais Agressivos Previstos
A economista-chefe do Morgan Stanley, Ana Madeira, projeta um ciclo de cortes mais expressivos na taxa Selic a partir de junho, com reduções de 0,5 ponto percentual, culminando em uma taxa de 12% ao final de 2026. Essa perspectiva se baseia na avaliação de que o Brasil está relativamente protegido dos impactos do choque do petróleo, um fator crucial para a inflação.
Proteção Contra Choques e Riscos Inflacionários
Madeira destaca que o espaço fiscal do país e a política de preços da Petrobras atuam como amortecedores contra a volatilidade do petróleo. Segundo ela, o risco inflacionário mais significativo para o Brasil está concentrado no segundo semestre do ano. A economista elogiou a condução da política monetária pelo Banco Central, que resistiu à pressão inicial do mercado e iniciou os cortes de forma prudente.
Cenário Macroeconômico Favorável
A análise do Morgan Stanley também considera uma política fiscal mais forte, que não deve prejudicar a atividade econômica, com uma projeção de crescimento do PIB de 2% para o ano. A estabilidade cambial é outro fator apontado como favorável ao controle da inflação. A economista ressalta que, como exportador de energia, o Brasil se beneficia de termos de troca e conta corrente mais favoráveis em cenários de instabilidade geopolítica global.
Eleições e Política Fiscal Não São Obstáculos Imediatos
Apesar do cenário internacional complexo e das eleições presidenciais no segundo semestre, Madeira acredita que esses fatores não devem impactar significativamente a política monetária. A polarização política atual, segundo ela, pode não se traduzir em desancoragem das expectativas de inflação. Além disso, a expectativa é de que o governo cumpra as metas fiscais, reforçando a confiança na condução da política econômica.
Fonte: neofeed.com.br

