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Brasil Condena Vetos de Israel a Líderes Católicos no Santo Sepulcro e Reforça Ilicitude da Ocupação em Jerusalém Oriental

Brasil Repudia Ações de Israel Contra Líderes Religiosos

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, manifestou neste domingo (29.03.2026) sua veemente condenação à ação da polícia israelense que impediu o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, e do custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental. A celebração da missa do Domingo de Ramos foi impedida, um evento sem precedentes em séculos, segundo o Patriarcado.

Ilicitude da Ocupação e Violação do Princípio de Culto

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou a atitude como de “extrema gravidade”, ressaltando que ela contraria o “status quo” dos locais sagrados cristãos e islâmicos em Jerusalém e fere o princípio da liberdade de culto. O Itamaraty relembrou o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024, que concluiu pela ilicitude da contínua presença de Israel no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e pela impossibilidade do país exercer soberania sobre a área.

Repercussão Internacional e Críticas Mundiais

A condenação brasileira soma-se a um coro internacional de críticas. Líderes europeus, como o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificaram o veto como um “ataque injustificado à liberdade religiosa” e uma “afronta”. O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, descreveu a ação policial como um “excesso infeliz”, considerando difícil de entender a proibição de entrada do Patriarca para uma cerimônia privada. O presidente da França, Emmanuel Macron, expressou apoio ao Patriarca e alertou para a preocupante escalada de violações do estatuto dos Lugares Santos.

Justificativa de Israel e Cenário de Insegurança

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, refutou as críticas, alegando preocupações com a segurança dos líderes religiosos devido à ameaça de mísseis balísticos iranianos que teriam atingido áreas próximas ao Santo Sepulcro. O governo afirmou que o fechamento temporário da Cidade Velha visou proteger fiéis de todas as crenças e que não houve intenção maliciosa, mas sim preocupação com a segurança. As restrições de acesso em Jerusalém têm sido rigorosas desde o início do conflito, com as forças de segurança israelenses citando a falta de abrigos antibombas adequados na Cidade Velha como um risco em caso de ataques aéreos. Embora o Vaticano não tenha emitido nota oficial, o Papa Francisco criticou líderes que promovem guerras, declarando que “Deus rejeita orações de quem tem as mãos cheias de sangue”.

Fonte: www.poder360.com.br

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