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Boulos acusa Flávio Bolsonaro de ter “ficha corrida” e cita “rachadinha” após áudio de pedido de dinheiro para filme

Boulos ataca Flávio Bolsonaro e lista acusações

O ministro da Secretaria Geral do Presidente, Guilherme Boulos (Psol), utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (14.mai.2026) para criticar veementemente o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em resposta a um áudio vazado, atribuído ao senador, onde ele supostamente pede R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para a produção de um filme, Boulos declarou que Flávio Bolsonaro “não tem biografia”, mas sim “ficha corrida”. O ministro associou o senador a diversas investigações e polêmicas, incluindo a conhecida “rachadinha”, aquisições de imóveis e supostos envolvimentos com milícias no Rio de Janeiro.

Áudio de pedido de dinheiro e “trajetória no crime”

O áudio divulgado pelo Intercept Brasil na quarta-feira (13.mai) teria sido enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, solicitando os vultosos recursos para o filme “Dark Horse”. Boulos interpretou essa solicitação como um “coroamento” da trajetória do senador, citando especificamente:

  • A “rachadinha” de Queiroz, referente a supostos repasses de salários de assessores quando Flávio era deputado estadual.
  • Lavagem de dinheiro em uma loja de chocolate.
  • A aquisição de 51 imóveis pagos em dinheiro vivo.
  • Suposto envolvimento com milicianos do “Escritório do Crime”.
  • A compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília.

Diante desse cenário, Boulos defendeu a cassação do mandato de Flávio Bolsonaro e criticou sua pré-candidatura à Presidência, afirmando que o senador “não tem qualquer condição de seguir como Senador, menos ainda de ser Presidente do Brasil”.

Flávio Bolsonaro se defende e nega irregularidades

Em resposta às acusações e à divulgação do áudio, Flávio Bolsonaro gravou um vídeo no chamado “QG do PL”, em Brasília, onde se reuniu com lideranças do partido como Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. O senador confirmou o envolvimento com Daniel Vorcaro, mas negou veementemente que as transações tivessem envolvimento com dinheiro público ou fossem ilícitas. Segundo ele, tratava-se de uma busca por investidores privados para um filme pessoal sobre seu pai, sem qualquer relação com a Lei Rouanet. Flávio alegou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, quando já não havia mais governo Bolsonaro e nenhuma acusação contra o empresário. Ele afirmou que Vorcaro deixou de honrar com as parcelas de um contrato, o que colocava em risco a conclusão do filme, e que por isso buscavam outros investidores.

Caso das “rachadinhas” foi arquivado

É importante notar que o caso das “rachadinhas” contra Flávio Bolsonaro foi arquivado pela Justiça do Rio de Janeiro em maio de 2022. Decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anularam provas obtidas durante a investigação, levando o TJ-RJ a rejeitar a denúncia do Ministério Público. As investigações tiveram origem em relatórios do Coaf sobre movimentações financeiras do ex-assessor Fabrício Queiroz e o Ministério Público chegou a denunciar Flávio por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, acusações que sempre foram negadas pelo senador.

Fonte: www.poder360.com.br

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