Foco na eficiência e previsibilidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou um plano de ação detalhado com o objetivo de reduzir significativamente as filas de análise de registros de medicamentos. A proposta, liderada pela diretora Daniela Marreco, visa não apenas diminuir o passivo existente, mas também aprimorar a eficiência dos processos, elevar a qualidade das submissões e incorporar novas tecnologias e metodologias. As diretrizes para a implementação dessas ações devem ser formalizadas nas próximas reuniões da agência.
Resultados preliminares e novas frentes de atuação
Esta iniciativa complementa estratégias já em andamento, como a análise otimizada, mecanismos de reliance e agrupamento de processos, que foram apresentadas em novembro de 2025. Essas ações já demonstram resultados positivos, com algumas áreas da Anvisa registrando uma redução de até 60% nas filas, conforme divulgado pelo diretor-presidente Leandro Safatle. O plano mais amplo envolve 111 ações monitoradas semanalmente, que têm contribuído para a harmonização dos processos. Marreco ressalta, no entanto, a necessidade de avançar ainda mais, justificando a importância de um plano específico para medicamentos.
Colaboração do setor produtivo é crucial
Um dos pilares do novo plano é a celeridade nas filas de medicamentos similares e genéricos. Embora a proposta tenha sido bem recebida pelo setor regulado, a adesão tem sido menor do que o esperado, com menos de 50% das petições elegíveis sendo submetidas conforme a estratégia. Marreco enfatiza que o sucesso do plano depende de uma colaboração ativa das empresas farmacêuticas, que precisam demonstrar compromisso, engajamento e realizar um peticionamento responsável. A diretora destacou que o enfrentamento das filas não é uma responsabilidade exclusiva da Anvisa.
Próximos passos e visão de futuro
Para garantir o êxito do plano de ação para medicamentos, a Anvisa continuará a consolidar e expandir estratégias de análise otimizada, promovendo formatos mais interativos com o setor produtivo. O fortalecimento de mecanismos de reliance e análise de risco, o aprimoramento dos fluxos internos com base em dados e indicadores, e a articulação institucional são outras frentes de atuação essenciais. Marreco classificou o plano como “consistente, factível e alinhado às diretrizes de melhoria contínua da regulação”, com potencial para impactar positivamente o acesso da população a medicamentos. O plano é dinâmico e poderá incorporar novas ações conforme sua evolução.
Fonte: futurodasaude.com.br

