Amazon se lança no ‘e-space’ com aquisição bilionária da Globalstar
Gigante do e-commerce investe US$ 11,6 bilhões em empresa de satélites para expandir conectividade e desafiar a Starlink.
A Amazon anunciou um movimento ousado que marca sua entrada definitiva no mercado de telecomunicações espaciais: a aquisição da Globalstar por US$ 11,6 bilhões. A transação, uma das maiores da história da companhia, tem como objetivo impulsionar a constelação de satélites de baixa órbita da empresa, a Amazon Leo, e expandir sua oferta de serviços direct-to-device (D2D). Com essa jogada, Jeff Bezos intensifica a rivalidade com Elon Musk, cujo projeto Starlink já domina o cenário de internet via satélite.
Competição acirrada no espaço: Amazon Leo contra Starlink
A Globalstar, conhecida por oferecer internet banda larga de alta velocidade via satélite, torna-se agora parte integrante da estratégia da Amazon para oferecer conectividade onde as redes terrestres falham. A Amazon Leo, que atualmente conta com cerca de 200 satélites em órbita, planeja uma expansão expressiva para 3.200 unidades. Em contraste, a Starlink já opera com aproximadamente 10 mil satélites em 150 países. A expectativa é que a Amazon Leo comece a oferecer seus serviços de forma ampla em 2028, após as aprovações regulatórias necessárias.
Serviços Direct-to-Device: Conectividade sem fronteiras
O principal trunfo da aquisição da Globalstar reside na capacidade de integrar serviços direct-to-device (D2D) à constelação da Amazon Leo. Essa tecnologia permitirá que dispositivos móveis, como smartphones, recebam e enviem dados diretamente dos satélites, ampliando o alcance da comunicação para além das áreas cobertas por torres de celular tradicionais. Inicialmente, a Amazon planeja oferecer o serviço para usuários de aparelhos Apple, que já era investidora e cliente da Globalstar, utilizando a tecnologia para chamadas de emergência.
Novos mercados e oportunidades: Do aéreo a áreas remotas
A visão de longo prazo da Amazon para a conectividade espacial abrange diversos setores. A empresa busca atender à crescente demanda por internet confiável em locais remotos, onde a infraestrutura terrestre é escassa ou inexistente. Um mercado particularmente promissor é o aéreo, onde a instabilidade das atuais redes Wi-Fi em aeronaves cria uma oportunidade clara para oferecer um serviço superior. A Amazon já anunciou acordos para fornecer acesso à internet em voos de companhias como Delta Air Lines e JetBlue, sinalizando a ambição de transformar a experiência de viagem.
Um investimento estratégico no futuro da conectividade
A compra da Globalstar se equipara a outras aquisições de peso da Amazon, como a da rede de supermercados Whole Foods em 2017. Andy Jassy, CEO da Amazon, destacou em fevereiro que a Amazon Leo representa um conjunto de “oportunidades incrementais” para a gigante do comércio eletrônico. Em um mundo cada vez mais interconectado, a capacidade de fornecer sinal de internet confiável e de alta velocidade, independentemente da localização geográfica, é vista como um diferencial competitivo crucial para o futuro.
Fonte: neofeed.com.br

