quinta-feira, julho 30, 2026
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Alerta de Sarampo em SP: Estado registra 13 casos em 2026 e reforça vacinação em bebês e adultos

Campanha intensificada diante do aumento de casos

O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, levando a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) a intensificar o alerta e as ações de vacinação. Como medida preventiva e adicional, a SES-SP recomenda a aplicação da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral em bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. A estratégia é direcionada especificamente para residentes dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, áreas consideradas de maior risco para a reintrodução e transmissão do vírus. O objetivo principal é fortalecer a proteção em crianças menores de 1 ano, grupo etário mais suscetível às formas graves da doença.

Quem deve se vacinar e como funciona a dose zero

Além da dose zero para os bebês nos três municípios citados, a SES-SP orienta toda a população a verificar a caderneta de vacinação e a atualizar o esquema vacinal, se necessário. É importante ressaltar que a dose zero não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Após receber a dose zero, a criança deve seguir o esquema de rotina, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses. Para pessoas de 5 a 29 anos, são recomendadas duas doses da vacina tríplice viral, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada, enquanto trabalhadores da saúde, independentemente da idade, precisam ter duas doses. A dose zero também pode ser aplicada em ações de bloqueio vacinal para bebês que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados de sarampo, mediante avaliação epidemiológica.

Panorama do sarampo no Brasil: da eliminação à reintrodução

O Brasil havia recebido da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação do sarampo em 2016, após um período de interrupção da circulação do vírus. Contudo, a partir de 2018, o país viu o retorno da doença, em um cenário marcado pelo fluxo migratório e pela queda nas coberturas vacinais, o que resultou na perda da certificação em 2019. Entre 2018 e 2022, o Brasil registrou mais de 39 mil casos de sarampo, com um pico em 2019. Após uma redução significativa, 2023 não apresentou casos confirmados. Em novembro de 2024, o país recuperou a certificação de eliminação da circulação endêmica da doença e mantém esse status, apesar de ainda notificar casos esporádicos, frequentemente associados à importação do vírus de outros países, segundo informações do Ministério da Saúde.

Fonte: viva.com.br

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