quarta-feira, maio 6, 2026
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Ação da Pague Menos: XP e BTG apostam em novo ciclo de crescimento com alta de 48% e foco em ‘canetas emagrecedoras’

XP e BTG Pactual veem potencial de alta expressivo para as ações da Pague Menos, impulsionadas por fatores estruturais e ganhos operacionais.

A rede de farmácias Pague Menos (PGMN3) voltou a atrair a atenção dos analistas de mercado, com XP e BTG Pactual iniciando ou retomando a cobertura com recomendação de compra. A XP, em particular, estabeleceu um preço-alvo de R$ 8,50 para a ação, o que representa um potencial de valorização de 48,6% em relação ao fechamento de quarta-feira (22/04). Ambos os bancos de investimento enxergam um novo ciclo de crescimento para a companhia, sustentado por tendências sólidas e um bom momento nos resultados.

Otimismo com a “história de autoajuda” e ganhos de produtividade

Os analistas da XP descrevem a Pague Menos como uma “história de autoajuda”, destacando suas tendências estruturais robustas e o momentum positivo dos resultados. A recente oferta subsequente de ações (follow-on), que levantou cerca de R$ 459 milhões em março, contribuiu para um controle da alavancagem da companhia, projetada em 1,2 vez para 2026. A XP acredita que, mesmo após a integração da Extrafarma, a Pague Menos ainda possui espaço para capturar ganhos de produtividade através de melhorias operacionais, iniciativas estratégicas e a maturação de suas lojas.

Um ponto de atenção é a venda média mensal por loja, que no quarto trimestre de 2025 era cerca de 25% inferior à da RD, líder do setor. No entanto, a XP projeta que a Pague Menos alcance R$ 965 mil até o fim de 2026, demonstrando um caminho de convergência. A competitividade em preços, especialmente em medicamentos com e sem prescrição, também é vista como um diferencial importante para mitigar os riscos do cenário macroeconômico.

“Canetas emagrecedoras” e projeções de crescimento

A XP também ressalta o benefício contínuo para a Pague Menos com a crescente demanda por medicamentos para perda de peso à base de semaglutida (GLP-1). Apesar de preocupações de curto prazo relacionadas a interrupções no fornecimento e efeitos de calendário, os analistas consideram esses fatores temporários e não comprometem o potencial futuro da categoria. O mercado de GLP-1 é estimado em R$ 17 bilhões em 2026 e R$ 28 bilhões em 2027, com a chegada de genéricos e inovações previstas para sustentar o crescimento.

Para o primeiro trimestre de 2026, a XP projeta um crescimento de 15% nas vendas brutas da Pague Menos, impulsionado pela demanda por GLP-1 e pela expansão e maturação das lojas. Outras projeções para o período incluem um avanço de 40 pontos-base no Ebitda e um lucro líquido superior a R$ 25 milhões. Para o ano de 2026, a expectativa é de um crescimento de 14% nas vendas brutas e um aumento controlado na expansão de unidades, mantendo o foco na desalavancagem.

Um novo ciclo promissor para a Pague Menos

A análise do BTG Pactual corrobora a visão de um novo ciclo de crescimento, com a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9,00. Os analistas do BTG destacam que o recente aumento de capital fortaleceu o balanço da empresa, permitindo buscar maior produtividade e um pipeline de expansão renovado. As ações da Pague Menos abriram o pregão desta quinta-feira (23/04) em alta, refletindo o otimismo do mercado.

Fonte: neofeed.com.br

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