sábado, junho 20, 2026
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A.C.Camargo Negocia Compartilhamento de Risco para Terapia CAR-T com Gigantes Farmacêuticos

Avanço em Terapias Gênicas

O A.C.Camargo Cancer Center está em negociações avançadas com as farmacêuticas Kite e Johnson & Johnson para estabelecer acordos de compartilhamento de risco para a terapia CAR-T. Essa tecnologia, utilizada no tratamento de cânceres hematológicos e com custo que pode atingir R$ 3 milhões, busca modelos de pagamento atrelados à sobrevida global dos pacientes. A iniciativa visa democratizar o acesso a tratamentos de ponta, oferecendo maior segurança financeira para operadoras de planos de saúde.

Modelos Inovadores de Pagamento

Mariana Tripolone, head comercial do A.C.Camargo, explicou que os novos acordos diferem dos modelos atuais, focando em evitar o pagamento caso o paciente não apresente melhora ou venha a óbito durante o acompanhamento, em vez de exigir a devolução do valor. Essa abordagem, segundo ela, facilita a operacionalização para as operadoras. Os tratamentos em discussão incluem o Yescarta (Kite), indicado para linfomas, e o Carvykti (Johnson & Johnson), para mieloma múltiplo, ambos para pacientes adultos com doenças recidivadas ou refratárias.

Resultados Promissores e Transparência de Dados

As negociações, segundo Victor Piana, CEO do A.C.Camargo, têm potencial para serem concluídas ainda em 2026, dependendo de aprovações globais das farmacêuticas. A instituição divulgou dados de tratamentos realizados entre janeiro de 2023 e abril de 2026, onde 62 pacientes receberam a terapia CAR-T. Jayr Schmidt Filho, chefe do Departamento de Hematologia, destacou que os resultados de sobrevida global, resposta terapêutica e manejo de toxicidades são equivalentes ou superiores aos da literatura científica. A transparência dos dados é fundamental para a construção da confiança entre as partes e a formalização dos acordos.

Compartilhamento de Risco: Um Histórico de Sucesso

O A.C.Camargo já possui experiência em acordos de compartilhamento de risco desde 2022, tendo firmado seis parcerias que resultaram na devolução de R$ 500 mil às fontes pagadoras em casos de falha terapêutica. Aline Chibana, gerente do Escritório de Valor, ressalta que esses acordos garantem que as operadoras financiem resultados, não apenas apostas. A instituição também prepara um estudo econômico para demonstrar o custo de não tratar pacientes com CAR-T, comparando-o ao investimento na terapia e ao impacto da demora na aprovação e acesso, incluindo a judicialização, que tem sido um desafio para a instituição.

Fonte: futurodasaude.com.br

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