quinta-feira, junho 4, 2026
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Pentágono Restringe Acesso da Imprensa à Sala de Imprensa, Classificando-a como SCIF e Intensificando Disputa sobre Transparência

Pentágono Transforma Sala de Imprensa em Área Segura para Informação Classificada

O Pentágono tomou a decisão de proibir o acesso de jornalistas à sua sala de imprensa, reclassificando o espaço como uma Instalação de Informação Compartimentada Sensível (SCIF). Segundo o comunicado oficial, a medida se deve à presença de redatores de discursos do Gabinete do Secretário de Guerra no mesmo local, tornando o ambiente inadequado para o acesso irrestrito da imprensa devido à natureza classificada das informações manuseadas.

Disputa Prolongada por Acesso da Mídia

Esta nova restrição é o mais recente capítulo de um conflito de longa data entre o Pentágono e grandes veículos de comunicação sobre o acesso da imprensa. Historicamente, jornalistas credenciados desfrutavam de um nível considerável de liberdade para circular e coletar informações dentro do Pentágono. No entanto, esse acesso tem sido progressivamente reduzido, especialmente a partir da segunda administração Trump.

Novas Regras e Recusa da Imprensa

A tensão aumentou em outubro de 2025, quando o Pentágono introduziu regras que exigiam que os jornalistas se comprometessem a não coletar ou publicar certas informações sem aprovação oficial. Diversos veículos de comunicação de grande porte, incluindo The New York Times, CNN, ABC News, CBS News, NBC News e Associated Press, recusaram essas condições e devolveram seus cartões de acesso de longa duração.

Litígio Judicial e Restrições em Vigor

Em resposta, o Pentágono implementou medidas adicionais, como a exigência de que repórteres fossem acompanhados por funcionários oficiais em todo o edifício. O The New York Times contestou essas restrições judicialmente, argumentando que elas prejudicavam a cobertura independente e violavam as garantias constitucionais para a imprensa. Embora um juiz federal tenha considerado algumas restrições ilegais em março de 2026, o Departamento da Defesa introduziu uma política provisória de acompanhamento. Novas ações legais foram movidas, com o The New York Times alegando que a política de acompanhamento constitui uma tentativa inconstitucional de impedir a cobertura independente. O litígio continua em andamento, com decisões pendentes de tribunais de recurso.

Justificativas e Críticas

O Pentágono defende suas ações como necessárias por razões operacionais e de segurança, com o porta-voz Valdez afirmando que o departamento é o “mais transparente da história”. No entanto, organizações de mídia e defensores da liberdade de imprensa argumentam que as restrições dificultam o escrutínio independente das forças armadas dos EUA, uma das instituições governamentais mais poderosas do mundo, e comprometem a transparência.

Fonte: pt.euronews.com

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