Valor Mínimo Divulgado Após Propostas Insuficientes
O governo de Minas Gerais anunciou o valor mínimo de R$ 47,23 por ação para a privatização da Copasa. A divulgação ocorreu após as propostas recebidas de investidores interessados em se tornarem acionistas de referência ficarem aquém do esperado pelo Estado. O novo prospecto da operação foi publicado na manhã de quinta-feira, 28 de maio, detalhando a estratégia do governo.
Cronograma e Condições da Oferta
O processo de privatização segue um cronograma definido: as ofertas deverão ser apresentadas até 3 de junho, com a definição do preço final por ação agendada para 11 de junho. As negociações dos papéis na B3 estão previstas para iniciar em 15 de junho. Uma condição crucial estabelecida pelo governo é o cancelamento da oferta caso o valor final apurado seja inferior ao mínimo de R$ 47,23 por ação. As ações da Copasa fecharam o pregão de quarta-feira, 27 de maio, a R$ 50,75, acumulando alta de 16,7% no ano e um valor de mercado de R$ 19,3 bilhões.
Interesse de Grandes Players e Recusa do Valor Mínimo
Entre os potenciais compradores que demonstraram interesse na Copasa estavam a Equatorial Energia e um grupo formado pela Aegea Saneamento e seus investidores. No entanto, ambas as partes não aceitaram pagar o valor mínimo estipulado pelo governo mineiro, o que levou à suspensão da etapa de escolha do acionista de referência, considerada central para a modelagem da operação. A discrepância entre o valor esperado pelo Estado e as ofertas apresentadas pelo mercado foi o principal motivo para a divulgação explícita do preço mínimo.
Detalhes da Operação e Futuro da Participação Estadual
A operação prevê a venda de até 190 milhões de ações, com potencial de movimentar cerca de R$ 10 bilhões. O investidor que adquirir a participação de referência terá 30% do capital da Copasa e estará sujeito a restrições de venda por quatro anos, além de ter que manter 50% dos papéis até 2033 ou o cumprimento das metas de universalização. Em caso de venda de todas as ações, o governo de Minas Gerais deixará de deter qualquer participação na empresa, com as ações em circulação representando 54,3% do capital social. A operação está sendo coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America (BofA), Citi e UBS BB.
Fonte: neofeed.com.br

