domingo, maio 31, 2026
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Ministro Flávio Dino nega prisão domiciliar para Deolane Bezerra em decisão do STF

Dino rejeita pedido da defesa de Deolane Bezerra

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou o pedido de prisão domiciliar para a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A empresária encontra-se presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A decisão de Dino foi assinada no sábado (23) e divulgada neste domingo (24).

STF não é atalho para contestar decisões de 1ª instância

Flávio Dino argumentou que o STF não deve ser utilizado como um meio para contestar decisões tomadas em primeira instância. A defesa de Deolane Bezerra havia entrado com uma reclamação contra a determinação de prisão preventiva emitida pela Justiça de São Paulo, buscando a revogação da prisão, a concessão de regime domiciliar ou a aplicação de medidas cautelares alternativas. O ministro considerou que existem meios adequados para a impugnação da decisão de 1º grau.

Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro para o PCC

A prisão de Deolane Bezerra ocorreu durante a operação Vérnix, deflagrada em São Paulo. A investigação apura o uso de uma transportadora de cargas como fachada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola, apontado como líder da facção, e a terceiros. A operação também resultou na prisão de Everton de Souza, conhecido como Player, suposto operador financeiro da organização, e na expedição de mandados contra familiares de Marcola.

Investigação aponta repasses milionários para a influenciadora

Segundo as investigações, imagens de depósitos foram encontradas em um celular apreendido, indicando repasses para contas de Deolane Bezerra e Everton de Souza. A polícia afirma que a influenciadora recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, além de quase R$ 716 mil em depósitos para duas empresas de sua propriedade. A investigação não encontrou prestação de serviços como advogada que justificasse tais valores, levantando suspeitas de movimentações financeiras ilícitas, risco de fuga e ocultação de patrimônio.

Fonte: www.poder360.com.br

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