Aliados recebem sinalização de persistência na escolha do AGU para o Supremo Tribunal Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem manifestado a interlocutores e aliados sua intenção de não desistir da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da rejeição do nome do Advogado-Geral da União (AGU) no Senado, Lula avalia que o resultado não reflete uma falha técnica ou pessoal de Messias, mas sim uma articulação política orquestrada, especialmente pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com o objetivo de confrontar o governo.
Dentro do Judiciário e da Procuradoria-Geral da República (PGR), a percepção é que Jorge Messias preenche os requisitos necessários para compor o STF, e que a negativa do Senado representou um exagero. Embora haja críticas à falta de articulação política por parte do governo, a avaliação geral é que o indicado deveria ter sido aprovado.
Cenário Político Adverso e Possível Adiamento da Decisão
Contudo, o presidente Lula reconhece que o atual cenário político não favorece a aprovação imediata de Messias. A estratégia mais provável, segundo fontes, é aguardar o desfecho das eleições de outubro. A vaga em questão se abrirá em outubro de 2025, com a aposentadoria do ministro Roberto Barroso. Caso Lula vença as eleições e garanta um quarto mandato, a reapresentação do nome de Messias ganha força.
Com essa perspectiva, o STF poderá permanecer com uma cadeira vaga por mais de um ano. Jorge Messias, por sua vez, demonstra interesse em reverter a derrota, buscando fortalecer sua articulação e apostando em uma vitória de Lula para consolidar suas chances de uma nova análise no Senado.
Regimento Interno do Senado Impede Nova Análise Imediata
É importante notar que o regimento interno do Senado Federal veda a análise de um nome já rejeitado pelo plenário na mesma sessão legislativa, que se estende até o final de janeiro de 2027. Portanto, a reapresentação do nome de Messias só seria possível em uma nova sessão legislativa, a partir de 1º de fevereiro de 2027, caso o presidente Lula seja reeleito.
Fonte: www.poder360.com.br

