Ocupação na Reitoria da USP
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) invadiram o prédio da reitoria nesta terça-feira (data da invasão) em meio a uma manifestação. O ato ocorreu após o encerramento da greve dos servidores docentes, que reivindicavam melhorias salariais e conquistaram a criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace). No entanto, os estudantes decidiram manter o movimento grevista, ampliando suas pautas para a permanência estudantil.
Reivindicações dos Estudantes
As principais queixas dos estudantes se concentram na qualidade e disponibilidade dos auxílios oferecidos pela universidade, bem como nas condições dos restaurantes universitários. Segundo a reitoria, em abril, o Programa de Apoio à Permanência e ao Desenvolvimento da Estudante (PAPFE) atendeu 17.587 alunos de graduação e pós-graduação. Para 2026, o orçamento previsto para auxílios, bolsas, moradia, restaurantes, esporte e saúde é de R$ 461 milhões.
Problemas nos Restaurantes Universitários
A qualidade da alimentação nos restaurantes universitários tem sido um ponto de grande insatisfação. Alunos relataram problemas recorrentes, como comida estragada e a presença de larvas no restaurante da Faculdade de Direito. Essas denúncias agravaram o descontentamento e intensificaram as reivindicações por melhorias estruturais e de qualidade na oferta de alimentação.
Contexto da Greve e Ampliação das Pautas
A greve docente teve como estopim a criação da Gace, um bônus para professores. Após negociações, a categoria docente encerrou a paralisação. Contudo, os estudantes optaram por seguir com o movimento, focando em questões cruciais para a permanência na universidade. A ocupação da reitoria demonstra a força e a urgência das demandas estudantis, que buscam garantir condições dignas para a continuidade de seus estudos.
Fonte: viva.com.br

