Nova métrica de riqueza revela líderes inesperados
Em 2026, a definição de “país mais rico” vai além do Produto Interno Bruto (PIB). Um novo Índice de Prosperidade, criado pela plataforma de comparação financeira HelloSafe, avalia não apenas a riqueza gerada, mas também como ela impacta diretamente a vida dos cidadãos, a coesão social e o desenvolvimento sustentável. Nesta nova perspectiva, países como a Noruega despontam na liderança, enquanto potências econômicas como Estados Unidos, Alemanha e França ficam aquém do top 10.
Por que o PIB per capita pode ser enganoso?
A análise da HelloSafe destaca que o PIB per capita, por si só, pode distorcer a realidade. Esse indicador parte do pressuposto de que a riqueza produzida é distribuída uniformemente pela população, o que raramente acontece. Um exemplo claro é a Irlanda, que ostenta um PIB per capita elevado, mas grande parte desse valor é inflado pela atividade de multinacionais, com uma diferença significativa entre a riqueza gerada e o rendimento real das famílias.
Europa domina o topo com foco em bem-estar
Para contornar essas limitações, o Índice de Prosperidade utiliza uma pontuação composta que abrange rendimento, desigualdade e diversos indicadores sociais. Com base em dados de instituições como FMI, Banco Mundial e OCDE, a Europa emerge como a região com os países mais prósperos. A Noruega lidera, impulsionada por seu alto Rendimento Nacional Bruto (RNB) e um modelo social equilibrado. A Irlanda figura em segundo lugar, seguida por Luxemburgo, que cai da primeira posição. Países como Islândia também se destacam por seus fortes indicadores de desenvolvimento humano e baixos níveis de pobreza.
EUA e potências europeias fora do pódio
Fora do continente europeu, os Estados Unidos ocupam a 17ª posição, refletindo uma economia robusta, mas também altos índices de desigualdade e pobreza relativa. A França aparece em 20º lugar, atrás da Chéquia, que se beneficia de uma distribuição de renda mais igualitária. Na América Latina, o Uruguai assume a liderança, com o maior RNB da região e distribuição de renda mais equitativa. Na África, as Seicheles lideram, seguidas por Maurícia e Argélia. Na Ásia, Singapura se destaca, seguida por Qatar e Emirados Árabes Unidos. Os resultados sublinham uma mudança no conceito de riqueza: não basta gerar muito, é preciso compartilhar amplamente.
Fonte: pt.euronews.com

