Fundo Internacional Investe em Minerais Críticos no Brasil
A gestora de private equity MadCap iniciou a captação de US$ 200 milhões para o LTWSK Mining Fund, com o objetivo de investir em 10 projetos de minerais estratégicos já mapeados no Brasil. O fundo, com sede em Delaware, EUA, busca capitalizar o crescente interesse global por minerais críticos, essenciais para tecnologias como veículos elétricos e turbinas eólicas. Em menos de dois meses, já fechou acordos com três grandes investidores interessados na exploração desses recursos.
MadCap: Experiência e Baixo Risco no Setor Mineral
Criada há menos de um ano, a MadCap já gerencia R$ 330 milhões e tem como meta atingir R$ 1 bilhão até o final do ano. A nova vertical de mineração é liderada por Mozart Litwinski, ex-CEO da Ferrous e executivo da Vale, e conta com a expertise de Elmer Salomão, ex-diretor-geral do DNPM, e Guilherme Jácome. O modelo de negócio da gestora prioriza projetos com direitos de descoberta prévia, baixo risco socioambiental, boa aceitação local e infraestrutura viável, diversificando o portfólio em terras raras, níquel, cobre, grafita, lítio e platinoides.
Brasil no Centro da Disputa por Minerais Críticos
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, com apenas 23% de seu subsolo mapeado. A dependência global da China na produção e processamento desses minerais intensificou a disputa geopolítica, especialmente entre EUA e China. O país sul-americano se tornou um alvo estratégico para fornecimento de minerais críticos, com projeções de investimentos de R$ 100 bilhões em projetos do setor até 2029, a maioria com capital estrangeiro.
Debate sobre a Criação da Estatal Terrabras
Em resposta à pressão internacional e ao potencial do mercado, dois projetos de lei na Câmara dos Deputados propõem a criação da Terrabras, uma empresa estatal para gerenciar a exploração de terras raras e minerais críticos no Brasil. No entanto, a proposta enfrenta resistência, inclusive do governo federal, que considera a iniciativa arriscada, especialmente em ano eleitoral. Entidades do setor mineral, como o Ibram, também expressam preocupação, defendendo uma política que amplie a presença brasileira no mercado global sem repetir modelos limitados.
Fonte: neofeed.com.br

