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Mãe de Henry Borel se entrega à polícia no Rio após STF restabelecer prisão preventiva

Monique Medeiros volta para a prisão

Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, se apresentou à polícia nesta segunda-feira (20.abr.2026), na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. A decisão de restabelecer sua prisão preventiva partiu do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi comunicada no dia 16 de abril.

Após a entrega, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na zona norte da cidade, onde passará por exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, retornará à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, também na zona oeste.

Entenda o caso e a soltura anterior

Monique já estava detida na Penitenciária Talavera Bruce quando a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu o relaxamento de sua prisão em 23 de março. Naquela época, o julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi adiado para 25 de maio, após a defesa de Jairinho abandonar o plenário. Aproveitando o adiamento, a defesa de Monique pediu o relaxamento de sua prisão, alegando que ela foi prejudicada pelo atraso. O pedido foi aceito e, no dia seguinte, Monique deixou a penitenciária.

STF reverte decisão e determina nova prisão

A reviravolta ocorreu na sexta-feira anterior à sua entrega, quando o ministro Gilmar Mendes, do STF, restabeleceu a prisão preventiva de Monique. Essa decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que agiu após uma reclamação formalizada por Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no caso.

Relembre o crime e a investigação

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021. Monique e Jairinho levaram a criança a um hospital, alegando uma queda da cama. No entanto, o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) apontou 23 lesões causadas por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. A investigação da Polícia Civil indicou que Henry sofria torturas rotineiras por parte do padrasto, com o conhecimento da mãe. Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Jairinho responde por homicídio qualificado, e Monique, por homicídio e omissão de socorro.

Defesa de Monique se manifesta

O advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, declarou que a entrega de sua cliente à polícia ocorreu em cumprimento à decisão do ministro Gilmar Mendes. Ele informou que a defesa apresentou dois embargos de declaração ao ministro do STF, um deles alegando que Monique sofreu ameaças no sistema prisional, sem sucesso. O outro embargo, cujos detalhes não foram revelados, ainda aguarda decisão. Novais expressou confiança na absolvição de Monique e na condenação de Jairinho no julgamento marcado para 25 de maio. A defesa planeja apresentar um agravo até terça-feira (21.abr) para pedir a reavaliação da decisão de Gilmar Mendes pelo colegiado do STF e avalia a possibilidade de acionar a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos contra o Brasil por violação de direitos fundamentais.

Fonte: www.poder360.com.br

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