quarta-feira, maio 6, 2026
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Doenças Preveníveis por Vacina Voltam a Ocupar Leitos Hospitalares no Brasil: Um Alerta Urgente

O Retorno de Ameaças Esquecidas

Leitos hospitalares voltaram a ser ocupados por crianças com doenças que pareciam ter ficado no passado. A infectologista Rosana Richtmann alerta que o ressurgimento de enfermidades como sarampo, coqueluche e até casos suspeitos de difteria não é apenas um dado epidemiológico, mas um sinal claro de que a estratégia de prevenção vacinal no Brasil necessita de uma revisão urgente.

Sarampo e Coqueluche: Sinais de Alerta Crescente

O sarampo, que havia sido certificado como eliminado pela OMS, voltou a circular no país. Em 2025, foram registradas 38 confirmações, um número que, embora pareça pequeno, indica a reintrodução do vírus. Nas Américas, o cenário é ainda mais preocupante, com mais de 10 mil casos no mesmo período. A coqueluche, por sua vez, atingiu seu maior volume em uma década em 2024, com mais de 7.400 casos no Brasil, apresentando um aumento superior a 1.200% em crianças pequenas em algumas regiões. Essa doença pode evoluir rapidamente, levando à necessidade de internação e, em casos graves, ao óbito.

Outras Doenças e a Importância da Vigilância

Mesmo doenças consideradas raras, como a difteria, voltaram a ser investigadas em casos isolados em estados como Pernambuco, Bahia e Maranhão. A meningite, que nunca deixou de ser uma preocupação, registrou cerca de 1.980 casos e 168 mortes nos primeiros meses de 2025 no Brasil, muitas das quais poderiam ser evitadas com a vacinação. A febre amarela, que causou um grande surto entre 2016 e 2018, continua presente em áreas silvestres, e a proteção da população depende da cobertura vacinal. Em 2025, foram 120 casos confirmados e 48 óbitos no país, reforçando a ameaça contínua.

A Queda na Cobertura Vacinal e o Paradoxo da Segurança

Esses surtos acompanham uma queda consistente nas taxas de vacinação. Coberturas vacinais que antes superavam 95% agora lutam para atingir o patamar ideal. Isso resulta em mais pessoas suscetíveis, maior circulação de patógenos e, consequentemente, mais casos chegando aos serviços de saúde. Um paradoxo surge: quanto mais sucesso a vacinação teve no passado, menor parece ser a percepção de risco atual. Muitas famílias não conviveram com as formas graves dessas doenças, diminuindo a urgência percebida.

O Legado da Pandemia e a Necessidade de Reconstruir a Confiança

A pandemia de Covid-19 também impactou os calendários vacinais, a rotina dos serviços de saúde e gerou um ambiente de insegurança com informações conflitantes. O Brasil possui um dos programas de imunização mais robustos do mundo, com atualizações constantes para novos desafios. No entanto, o que precisa ser reconstruído agora é a confiança, o senso de urgência e a compreensão de que a prevenção por meio da vacinação é um tema vital e presente, não restrito ao passado.

Fonte: futurodasaude.com.br

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