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Boulos nega saída do Psol para o PT e critica “carta apócrifa” de dissidentes

Boulos nega saída do Psol para o PT e critica “carta apócrifa” de dissidentes

Ministro da Secretaria Geral da Presidência rebate críticas de grupo dissidente do seu movimento, afirmando que a nota divulgada é “oportunista” e “desesperada”.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), negou veementemente os rumores sobre sua saída do Psol para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em nota oficial, Boulos expressou lamento pelo que chamou de “apequenamento” de parte de sua sigla, que teria divulgado uma “carta apócrifa”, revelando “oportunismo e desespero”.

Dissidência acusa Boulos de planejar ida ao PT para ser “escolhido por Lula”

As declarações de Boulos são uma resposta direta a uma carta divulgada pela dissidência do grupo Revolução Solidária, liderada pelo próprio ministro. Denominado Operativo Nacional da Dissidência da Revolução Solidária, o grupo acusa Boulos de abandonar o projeto de construção de base social dentro do Psol para buscar, “por dentro do PT”, ser o “escolhido por Lula”. Segundo a dissidência, a proposta de federação com o PT, rejeitada pelo Diretório Nacional do Psol em 7 de março, teria sido uma estratégia para facilitar a saída de Boulos do partido.

Revolução Solidária defende federação e acusa dissidentes de distorcerem fatos

Em contrapartida, a própria Revolução Solidária emitiu uma nota repudiando as alegações da dissidência, classificando a carta como “mentirosa, perversa, cheia de insinuações, versões distorcidas e ataques pessoais”. O movimento argumenta que a federação esteve “sim, no centro da discussão” como um caminho estratégico para enfrentar a extrema direita e reeleger Lula. A Revolução Solidária acusa os dissidentes de tentarem “reescrever os fatos de forma oportunista” e de “linchamento público e tentativas de divisionismo” por não aceitarem métodos democráticos de debate.

Trajetória de Boulos e o contexto político atual

Guilherme Boulos é filiado ao Psol desde 2018, ano em que disputou a Presidência da República. Em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo. No final de 2025, assumiu a Secretaria Geral da Presidência a convite do presidente Lula. A polêmica surge em um momento de intensos debates sobre os rumos da esquerda e a organização para futuras disputas eleitorais.

A carta apócrifa e a “manobra” para o PT

A carta da dissidência detalha um suposto plano de Boulos para migrar ao PT, iniciado entre novembro e dezembro do ano anterior. Segundo o texto, a proposta de federação teria sido uma “encomenda” para gerar crise e justificar a saída do Psol. Os dissidentes afirmam que militantes e parlamentares da Revolução Solidária foram tratados “como gado”, sabendo das decisões pela imprensa, e que estariam sendo pressionados a migrar para o PT com promessas de cargos e fundos para campanhas. O documento apela aos militantes do Psol ainda na Revolução Solidária que “rompam com a corrente” e se reorganizem dentro do partido.

Fonte: www.poder360.com.br

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