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Intel Decepciona Investidores com Prejuízos e Projeções Pessimistas, Ações Caem Mais de 17%

Crise Persiste Apesar de Apoio Estratégico

A Intel enfrenta um cenário desafiador, com seu balanço mais recente decepcionando investidores e impulsionando uma queda de mais de 17% em suas ações. No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 333 milhões, superando as expectativas de perda do mercado e marcando uma queda de 4,2% na receita, que atingiu US$ 13,7 bilhões.

As projeções para o primeiro trimestre de 2026 não trazem alívio, com a Intel antecipando um prejuízo por ação de US$ 0,21 e uma receita entre US$ 11,7 bilhões e US$ 12,7 bilhões. A escassez de estoque e a incapacidade de suprir a crescente demanda por chips para data centers têm sido pontos cruciais de frustração para os acionistas.

Desafios na Unidade de Foundry e Recuperação Lenta

A unidade de foundry, onde a Intel atua como fabricante terceirizada de chips, continua apresentando dificuldades significativas. O segmento registrou um prejuízo operacional superior a US$ 10 bilhões em 2025. Apesar dos esforços de reestruturação, incluindo a venda de ativos como a Altera, e um investimento recente de US$ 2 bilhões do SoftBank, a viabilidade da unidade depende da conquista de grandes clientes, um processo que a empresa admite ser de longo prazo.

Executivos da Intel reconheceram em teleconferência que subestimaram a demanda atual. O CEO Lip-Bu Tan admitiu a decepção por não conseguir atender plenamente aos mercados, enfatizando que a jornada de recuperação será “de vários anos, que exigirá tempo e determinação”. A empresa projeta que as decisões firmes dos clientes sobre fornecedores de chips só se concretizarão a partir do segundo semestre de 2026, estendendo-se até meados de 2027.

Histórico de Desafios e Novos Investimentos

A Intel, outrora sinônimo de microprocessadores, tem lutado para acompanhar a evolução do mercado. Perdeu terreno para concorrentes asiáticos na corrida por chips mais potentes e não se consolidou como a principal fornecedora para fabricantes de smartphones. A decisão da Apple de abandonar seus chips em 2020 e a queda nas vendas de computadores também impactaram negativamente seus resultados.

A empresa também se viu fora da revolução da IA, que impulsionou a demanda por GPUs, mercado dominado pela Nvidia. Em um esforço para reverter o quadro, a Intel tem se desfeito de ativos, como a venda do controle da Altera por US$ 4,46 bilhões. Paralelamente, a empresa tem buscado apoio estratégico: o governo dos Estados Unidos se tornou seu maior acionista com uma participação de 10% após converter US$ 9 bilhões em subsídios. Um acordo com a Nvidia para desenvolvimento conjunto de chips e o aporte de US$ 2 bilhões do SoftBank em agosto de 2025 também injetaram otimismo, levando suas ações a uma valorização de mais de 100% nos últimos 12 meses, antes dos recentes resultados negativos.

Fonte: neofeed.com.br

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