terça-feira, junho 9, 2026
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USP: Estudantes Aprovam Fim de Greve Após Quase Dois Meses de Paralisação e Demandas por Melhorias

Fim da Greve Estudantil na USP

Após quase dois meses de paralisação, os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram em assembleia o fim da greve. O movimento, liderado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), teve início em 14 de abril e acompanhou a mobilização dos servidores técnico-administrativos, que também cruzaram os braços no mês passado. A paralisação dos servidores foi motivada por um protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores. Eles conseguiram avanços salariais e encerraram sua greve, enquanto os estudantes decidiram manter o movimento para pressionar por outras demandas.

Principais Demandas Estudantis

A principal reivindicação dos estudantes durante a greve foi o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe). Atualmente, o programa oferece benefícios que variam de R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral. A USP apresentou uma proposta de reajuste baseada no índice IPC-FIPE, que elevaria o auxílio integral para R$ 912 mensais e o auxílio parcial para estudantes com moradia para R$ 340. No entanto, essa oferta foi considerada insuficiente pelos estudantes, que defendiam um aumento para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Questões Estruturais em Pauta

Além da questão financeira do auxílio permanência, os estudantes também levantaram críticas sobre aspectos estruturais da universidade. Entre as preocupações estavam a gestão do restaurante universitário, conhecido como “Bandejão”, a infraestrutura da moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU). Segundo os manifestantes, o HU teria perdido aproximadamente 30% de seu quadro de funcionários na última década, o que geraria impactos na qualidade dos serviços oferecidos.

Posição da Reitoria e Contexto Político

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o reitor da USP, Aluisio Segurado, declarou que a universidade nunca se recusou a negociar e sugeriu que o movimento estudantil teria como um de seus objetivos atingir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A declaração aponta para um possível componente político nas negociações e na continuidade da greve estudantil.

Fonte: viva.com.br

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