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UE Ignora Pedido de Suspensão de Acordo Comercial com Israel Apesar de Críticas a Ações em Gaza e Cisjordânia

Sem apoio para suspensão total do acordo

Ministros das Relações Exteriores da União Europeia rejeitaram, nesta terça-feira (28), um apelo conjunto de Espanha, Irlanda e Eslovénia para a suspensão do Acordo de Associação UE-Israel. A proposta visava responder a supostos crimes de guerra cometidos em Gaza e no Líbano, mas não obteve o apoio necessário entre os Estados-membros para avançar.

A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, explicou que não houve consenso suficiente para uma suspensão, seja total ou parcial, do acordo comercial. Uma suspensão total exigiria unanimidade entre os 27 países, enquanto uma suspensão parcial demandaria uma maioria qualificada. A Alemanha e a Itália, por exemplo, já haviam sinalizado que não apoiariam tais medidas.

Novas discussões sobre colonatos israelitas

Apesar da rejeição da proposta principal, Kaja Kallas anunciou que novas discussões ocorrerão. Entre os temas em pauta está uma proposta da França e da Suécia para impor tarifas sobre produtos originários de colonatos israelitas em territórios palestinianos ocupados. Kallas indicou que levará essa questão ao Comissário Europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, pois os colonatos não se enquadram no escopo do Acordo de Associação.

Os governos de Espanha, Irlanda e Eslovénia haviam emitido um comunicado antes da reunião, apelando à UE para que “assuma a sua responsabilidade moral e política e defenda os valores fundamentais que sustentam o projeto europeu”. A carta destacava a situação “insuportável” em Gaza, marcada pela entrada insuficiente de ajuda humanitária e violações do cessar-fogo, e a deterioração rápida na Cisjordânia, com escalada de violência e impunidade para colonos radicais.

Preocupações com a situação nos territórios ocupados

Embora não tenham apoiado a suspensão do acordo comercial, vários países da UE, incluindo a Alemanha, expressaram preocupação com a continuidade da campanha militar israelita e com desenvolvimentos legislativos recentes. O porta-voz do chanceler alemão, Friedrich Merz, comunicou a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, a profunda preocupação com os acontecimentos recentes na Cisjordânia, alertando que “não deve haver uma anexação parcial de facto da Cisjordânia”.

Kallas defendeu a atuação da UE, rejeitando acusações de duplicidade de critérios e ressaltando que o bloco é um dos maiores apoiadores dos palestinianos, inclusive em esforços de reconstrução. “Comparem o que os outros estão a fazer por Gaza e pelos palestinianos, e verão que muitos estão a recorrer à UE em busca de apoio”, afirmou.

Fonte: pt.euronews.com

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