quarta-feira, maio 6, 2026
HomeNotíciasTrump Ameaça Tomar Cuba "Quase Imediatamente" e Isla Reage a Novas Sanções...

Trump Ameaça Tomar Cuba “Quase Imediatamente” e Isla Reage a Novas Sanções dos EUA

Trump Insere Cenário Militar e Intensifica Pressão Econômica contra Cuba

Em um jantar privado na Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu declarações alarmantes sobre Cuba, afirmando que pretende assumir o controle da ilha “quase imediatamente”. Em tom que mescla ameaça e espetáculo, Trump insinuou um possível cenário de pressão militar, mencionando a chegada de um porta-aviões à região caribenha. As declarações surgiram no mesmo dia em que o governo americano assinou um decreto com novas e rigorosas sanções contra Havana.

Novas Sanções Visam Setores Estratégicos e Bancos Estrangeiros

O novo pacote de sanções, assinado por Trump na sexta-feira, tem como objetivo principal sufocar a economia cubana. As medidas visam diretamente os setores de energia, mineração, defesa e serviços financeiros da ilha. Além disso, o decreto impõe restrições a bancos estrangeiros que mantêm colaboração com o governo cubano e estabelece limitações migratórias. Essa ação ocorre em um momento em que Cuba se preparava para manifestações em defesa de sua soberania e contra as ameaças de agressão militar dos EUA, convocadas para o dia 1º de maio.

Havana Classifica Bloqueio como “Genocida” e “Punição Coletiva”

A resposta de Cuba às novas sanções americanas foi contundente. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o bloqueio como “genocida”. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, qualificou as medidas como uma “punição coletiva do povo cubano”. Rodríguez associou o anúncio das sanções à grande manifestação realizada em Havana, em frente à embaixada dos Estados Unidos, que contou com a participação de figuras proeminentes como Raúl Castro e o próprio Díaz-Canel.

Escalada de Tensão Remonta ao Início do Ano com Crise Venezuelana

A atual escalada de tensão entre EUA e Cuba não é um evento isolado, mas sim a aceleração de uma estratégia que vem sendo construída há meses. O cenário se intensificou especialmente após a crise política na Venezuela, aliada histórica de Havana e principal fornecedora de petróleo para a ilha. Trump já havia advertido Cuba, indicando que, sem um acordo com Washington, o fornecimento de petróleo e recursos financeiros da Venezuela seria interrompido. A essas pressões energéticas somam-se agora as declarações sobre o porta-aviões, o voto do Senado americano para rejeitar limites a possíveis operações militares em Cuba, e acusações sobre a presença de serviços secretos estrangeiros na ilha.

Fonte: pt.euronews.com

RELATED ARTICLES

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments