terça-feira, junho 9, 2026
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Tebet acusa família Bolsonaro de “fabricar” crise com EUA por interesses mesquinhos

Tensão diplomática com os EUA teria motivações eleitorais, segundo ex-ministra

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), declarou em suas redes sociais neste sábado (6) que a família Bolsonaro teria “fabricado” uma crise diplomática com os Estados Unidos. Segundo Tebet, a motivação por trás dessa suposta articulação seriam “interesses políticos e financeiros mesquinhos”, visando ganhos próprios em detrimento dos interesses nacionais.

Medidas comerciais americanas sob suspeita de influência política

A declaração surge em meio à avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que a investigação iniciada pelos EUA, que pode resultar em tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, teria sido impulsionada por articulações da família Bolsonaro com aliados do então presidente Donald Trump. O Planalto considera que provocações de membros da família Bolsonaro contribuíram para o avanço do processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Impacto no Pix e na economia brasileira em alerta

Em vídeo divulgado, Tebet alertou para as possíveis consequências econômicas de uma restrição imposta pelos EUA a empresas e instituições financeiras brasileiras. Ela citou que tal cenário poderia afetar bancos, investimentos e relações comerciais, com potencial impacto até mesmo em operações ligadas ao Pix. A ex-ministra explicou que empresas brasileiras poderiam ser sancionadas e impedidas de negociar com os EUA caso recebessem fundos de organizações consideradas “terroristas” por Washington.

Soberania nacional em jogo, critica Tebet

Simone Tebet defende que a questão transcende disputas jurídicas, ideológicas ou partidárias, configurando-se como uma questão de “soberania nacional”. Ela criticou veementemente integrantes da família Bolsonaro que, em sua visão, já teriam apoiado medidas prejudiciais à produção nacional, ao comércio exterior e à geração de empregos. “Uma coisa é fazer oposição. Outra coisa é agir contra os interesses do próprio país”, concluiu a ex-ministra.

Fonte: www.poder360.com.br

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