terça-feira, junho 16, 2026
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Proadi-SUS: Avaliação Revela Desafios e Oportunidades para Ampliar o Impacto de Projetos na Saúde Pública

Fragilidades Identificadas em Avaliação do Proadi-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que se prepara para seu sétimo triênio, atingiu um volume expressivo de projetos e investimentos, totalizando cerca de R$ 3,8 bilhões aplicados em 203 iniciativas nos últimos três anos. No entanto, uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou fragilidades significativas na execução do programa entre 2021 e 2023. Apesar da alta capacidade técnica demonstrada, o estudo apontou baixa integração sistêmica, fragmentação de ações, dificuldades de articulação e uma concentração geográfica desigual dos projetos.

Desigualdades Regionais e Falta de Clareza nos Beneficiários

Um dos pontos mais críticos destacados pela avaliação foi a disparidade regional na distribuição dos projetos. As regiões Sudeste e Sul concentraram 42% das iniciativas, enquanto Norte e Centro-Oeste tiveram participações de 20% e 22%, respectivamente. A pesquisa também identificou a ausência de diagnósticos prévios detalhados para a elaboração das propostas e sobreposição territorial das ações. Além disso, a falta de clareza e rastreabilidade na identificação dos beneficiários, devido ao uso predominante de dados agregados, dificulta o monitoramento e a mensuração do real impacto das iniciativas. Essa opacidade pode comprometer o alinhamento com as prioridades do Ministério da Saúde.

Desafios na Articulação, Monitoramento e Incorporação de Resultados

O estudo também revelou problemas na articulação entre os projetos do Proadi-SUS, com redundâncias temáticas, falta de sinergia e baixa adesão dos gestores. Dificuldades na avaliação foram apontadas devido à insuficiência de dados e ao foco em indicadores de execução física e financeira. Adicionalmente, observou-se uma baixa incorporação dos produtos e soluções desenvolvidos no SUS, com pouca conversão dos resultados em capacidades estruturantes, muitas vezes devido à falta de planejamento para a internalização dessas entregas. Limitações na avaliação de custo-efetividade, critérios de continuidade pouco claros e a ausência de análise crítica dos projetos também foram apontadas.

Diretrizes para o Próximo Triênio e Fortalecimento do Programa

Em resposta a essas constatações, o Ministério da Saúde tem implementado novas premissas e diretrizes para o programa. O objetivo é direcionar os projetos para temas estratégicos do SUS, acelerar aprovações, ampliar a participação e fortalecer a governança. A meta para o próximo triênio (2027-2029) é utilizar os aprendizados da avaliação externa para aumentar o impacto das iniciativas, focando em resultados estruturantes e maior alinhamento com as prioridades da pasta. A gestão busca superar a fragmentação atual, onde mais de 200 projetos cobrem cerca de 150 temas diferentes, e reduzir a alta proporção de projetos de continuidade (cerca de 70%), abrindo espaço para inovação. Haverá maior atenção às desigualdades regionais, com estímulo a projetos mais robustos e integrados, visando transformar iniciativas isoladas em portfólios articulados em torno de prioridades como atenção primária, saúde digital e vigilância em saúde.

Fonte: futurodasaude.com.br

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