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PM é filmado chutando rosto de mulher em surto em prédio no litoral de SP; veja vídeo

Polícia Militar investiga ação de agente em São Vicente

A Polícia Militar de São Paulo informou que está apurando todas as circunstâncias de um incidente ocorrido na madrugada de quinta-feira (data exata não especificada) em um prédio na Rua Amador Bueno da Ribeira, em São Vicente, litoral do estado. Imagens divulgadas em redes sociais mostram um policial militar chutando o rosto de uma mulher que estaria em surto psicótico e reagindo à abordagem.

Segundo relatos, moradores do edifício acionaram a PM após ouvirem gritos vindos de um apartamento. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher em aparente estado alterado. De acordo com as informações, ela teria reagido à abordagem, chegando a dar tapas em um dos agentes. A mulher foi então contida e derrubada no chão.

Nas imagens que circulam online, é possível ver a mulher debatendo-se no chão, cercada por policiais. Em um determinado momento, ao tentar segurar o pé de um dos agentes, ela é atingida por um chute no rosto. A prefeitura de São Vicente informou que a mulher foi socorrida pelo SAMU e encaminhada ao Pronto Socorro Central, mas seu estado de saúde não foi divulgado.

Ocorrência se soma a casos de violência contra a mulher em março

O incidente em São Vicente ganha destaque no Mês Internacional da Mulher, período em que outros casos de violência contra mulheres têm sido noticiados em todo o país. Entre eles, destaca-se o assassinato da soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Ela foi encontrada morta em seu apartamento com um tiro na cabeça, e seu companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso sob acusação de feminicídio, apesar de ter alegado suicídio.

Em Esteio (RS), Daiane Rosa Zastrow, de 39 anos, foi morta a facadas em 17 de março, sendo o principal suspeito o seu companheiro, que está foragido. Em Santa Catarina, Sara Bianca, de 29 anos, foi assassinada a tiros pelo marido em 20 de março, crime que ele confessou e pelo qual está preso. No final do ano passado, Tayná Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada e arrastada por cerca de 1 km na Marginal Tietê, em São Paulo, pelo ex-companheiro, que foi preso e ela faleceu em dezembro.

Debate sobre violência de gênero e legislação

Esses casos ocorrem em um contexto onde a conscientização sobre violência contra a mulher ainda é um desafio. Um recente índice mostrou que quatro em cada dez brasileiras não reconhecem espontaneamente situações de agressão que viveram como violência. A situação se agrava apesar da Lei Antifeminicídio (Lei 14.994/2024), sancionada em outubro de 2024, que endureceu as punições e transformou o feminicídio em crime autônomo.

Em paralelo, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um tipo penal autônomo para lesões corporais extremas contra mulheres, com penas aumentadas quando motivadas por gênero ou misoginia. O texto aguarda votação no Senado e busca equiparar o rigor ao do feminicídio, em mais um esforço legislativo para combater a violência de gênero no Brasil.

Fonte: viva.com.br

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