sexta-feira, julho 31, 2026
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PF aponta indícios de investimento de Jaques Wagner no Banco Master; senador afirma que provará inocência

Investimento e Benefícios sob Investigação

Um relatório da Polícia Federal (PF), enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, aponta indícios de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria investido R$ 167.298,00 em Certificado de Depósito Bancário (CDB) no Banco Master. O valor atualizado do investimento, segundo o documento, chegaria a R$ 194.897,19.

O relatório, classificado pela PF como preliminar e indiciário, também detalha benefícios que teriam sido recebidos pelo senador do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Entre eles, o uso de aviões, ingressos para shows e hospedagem em apartamento de luxo. Os investigadores suspeitam que essas vantagens foram oferecidas em troca de atuação favorável ao banco no Congresso Nacional, com parte delas possivelmente repassada por meio de empresas, fundos de investimento e pessoas interpostas.

Posição do Senador

Em resposta às revelações, o senador Jaques Wagner expressou confiança em sua inocência. Em entrevista à Rádio Baiana FM, afirmou estar tranquilo e focado nas eleições de outubro. “Tenho certeza de que vou provar minha inocência nas investigações”, declarou, ressaltando que o inquérito demandará tempo.

Wagner mencionou que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poucos dias após a operação de busca e apreensão em endereços ligados a ele. O senador também informou ter deixado a liderança do governo no Senado para não “contaminar” ou “perturbar” o processo eleitoral. Ele ainda citou uma referência carinhosa e elogiosa feita por Lula durante a inauguração de um hospital na Bahia, onde o presidente estaria presente no dia seguinte.

Contexto da Operação Compliance Zero

As apurações sobre as fraudes no Banco Master fazem parte da operação Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase da operação resultou na prisão provisória de executivos ligados à instituição, que foi posteriormente liquidada pelo Banco Central. Em novembro do mesmo ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou o uso de tornozeleira eletrônica para os investigados.

O caso passou a tramitar no STF em dezembro de 2025, sob relatoria inicial do ministro Dias Toffoli. Em fevereiro de 2026, André Mendonça assumiu a relatoria, autorizando a segunda fase da operação em janeiro. Daniel Vorcaro, um dos investigados, voltou a ser preso no início de março e encontra-se detido na Superintendência da PF em Brasília.

Fonte: www.poder360.com.br

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