quarta-feira, junho 10, 2026
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Pessoas com mais de 50 anos lideram adesão a práticas integrativas no SUS, revela estudo

Público 50+ é o principal beneficiário das práticas integrativas no SUS

Um levantamento recente aponta que a população com idade entre 50 e 69 anos representa a maioria dos usuários das práticas integrativas e complementares (PICS) oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, essa faixa etária concentrou aproximadamente 44% de todos os atendimentos, demonstrando uma forte adesão a terapias como auriculoterapia, eletroestimulação, acupuntura e aromaterapia.

Expansão e institucionalização das PICS no Brasil

Oficializadas no SUS em 2006, as PICS ganharam um novo impulso com a criação, em maio deste ano, de uma coordenação federal dedicada exclusivamente ao tema. Essa iniciativa visa fortalecer a institucionalização das práticas dentro do Ministério da Saúde e ampliar a articulação com estados e municípios. A meta é expandir o acesso às 29 práticas já contempladas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), especialmente em regiões fora dos grandes centros urbanos.

Financiamento e desafios na mensuração de recursos

O financiamento das PICS está intrinsecamente ligado ao custeio da atenção primária, pois muitas dessas ações são realizadas por equipes de Saúde da Família. Essa vinculação dificulta a mensuração precisa do volume total de recursos destinados especificamente às práticas integrativas. A nova coordenadoria busca aprimorar essa gestão e fortalecer parcerias com instituições de pesquisa, como a Fiocruz, e com a Organização Mundial da Saúde (OMS), visando a troca de experiências e a qualificação profissional.

Evidências científicas e formação profissional em debate

Apesar da crescente procura e das avaliações positivas por parte dos pacientes, algumas PICS ainda enfrentam questionamentos por parte de setores médicos e de pesquisa devido à necessidade de evidências científicas mais robustas. O Ministério da Saúde assegura que todas as modalidades incluídas na política passaram por avaliações técnicas e que a efetividade e segurança dependem da correta aplicação. A pasta oferece formação continuada aos profissionais, com 18 cursos disponíveis, mas a regulamentação de uma formação mínima obrigatória é vista como responsabilidade dos conselhos profissionais e da legislação específica de cada categoria.

Fonte: viva.com.br

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