terça-feira, junho 16, 2026
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Mutirões do SUS Levam Mais de 13 Mil Atendimentos Especializados a Povos Indígenas em Diversas Regiões do Brasil

Ampliação do Acesso à Saúde em Terras Indígenas

O Sistema Único de Saúde (SUS) intensifica seus esforços para levar atendimento médico especializado a comunidades indígenas em todo o Brasil. A estratégia, iniciada em agosto de 2025, já realizou 14 mutirões em regiões como o Alto e Médio Rio Solimões, Vale do Javari, Xavante, Yanomami e Ye’kwana, Alto Rio Negro, Guamá-Tocantins, Altamira e Rio Tapajós. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 9,5 mil procedimentos especializados foram concluídos em 2025, e em 2026, este número já ultrapassa a marca de 17 mil atendimentos, incluindo consultas, exames e procedimentos diversos.

Foco em Pernambuco: Mutirão Oftalmológico para Xukuru do Ororubá

No território Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, um mutirão oftalmológico está programado para ocorrer entre 14 e 20 de junho. A iniciativa beneficiará mais de 30 aldeias da região, com cirurgias de catarata e pterígio agendadas para os dias 1º e 2 de julho, para pacientes que já passaram por triagem prévia.

Atendimentos Especializados Chegam ao Ceará e Amapá

O Ceará receberá atendimentos médicos em seus polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú. Simultaneamente, o Amapá e o norte do Pará contarão com serviços de ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia, realizados na Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá. No território indígena Tumucumaque, os polos-base Bona e Missão Tiriyó serão pontos de atendimento com equipes multiprofissionais, oferecendo consultas em oftalmologia, pediatria, clínica médica, odontologia e saúde da mulher.

Mediação Cultural na Terra Indígena Zo’é

Para os dias 20 e 21 de junho, a Terra Indígena Zo’é terá uma programação especial de mutirões, que incluirá consultas especializadas, exames de imagem e cirurgias. Um diferencial importante nesta ação será a presença de um profissional fluente na língua Zo’é, que atuará como mediador. Seu papel será fundamental para garantir a comunicação eficaz entre as equipes de saúde e os pacientes, além de respeitar os aspectos culturais de cada comunidade.

Fonte: viva.com.br

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