quarta-feira, maio 6, 2026
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MP-SC Abre Inquérito Contra Ex-Delegado-Geral em Caso do Cão Orelha e Caramelo

Inquérito Civil Instaura Investigação sobre Ex-Delegado-Geral

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) instaurou um Inquérito Civil para investigar a atuação do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em relação aos casos dos cães Orelha e Caramelo. A decisão surge após uma análise jurídica de denúncias recebidas pela promotoria sobre a conduta de Gabriel nos eventos ocorridos na Praia Brava.

Caso Cão Orelha: Divergências e Novos Laudos

Inicialmente, a Polícia Civil e o ex-delegado-geral afirmaram que o cão Orelha morreu após ser agredido por um grupo de adolescentes. No entanto, investigações posteriores apresentaram inconsistências. Laudos iniciais sugeriam agressão na cabeça por jovens, levando à solicitação de internação de um menor. Contudo, um novo laudo pericial, após exumação autorizada pela Justiça, não identificou fraturas causadas por ação humana e concluiu que não é possível determinar a causa da morte do animal, nem confirmar traumas.

Cão Caramelo: Agregação Investigada Paralelamente

O inquérito também abrange as investigações sobre o caso do cão Caramelo, que teria sido agredido por adolescentes na mesma praia em janeiro deste ano. O animal sobreviveu e foi adotado por Ulisses Gabriel. Gabriel deixou a chefia da Polícia Civil de Santa Catarina no final de fevereiro para se pré-candidatar a deputado estadual.

Defesa de Gabriel Nega Irregularidades

Procurada, a defesa de Ulisses Gabriel, representada pelo escritório Mathaus Agacci Advogados, nega qualquer irregularidade em sua atuação. Segundo a defesa, Gabriel agiu como porta-voz da polícia em um caso de grande repercussão, sem praticar atos investigativos diretos. A defesa expressa confiança no esclarecimento dos fatos e que o ex-delegado-geral acompanhará o caso com tranquilidade, refutando a aplicação de penalidades como abuso de autoridade, violação de sigilo funcional ou improbidade administrativa.

Próximos Passos da Investigação

O Ministério Público determinou que o ex-delegado-geral apresente sua manifestação sobre todo o material reunido e as considerações jurídicas feitas no prazo de 15 dias, a contar de sexta-feira, 13. A promotoria ainda não detalhou as condutas específicas que estão sendo investigadas, mas a defesa já se posicionou sobre os tipos penais que considera inaplicáveis ao caso.

Fonte: viva.com.br

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