terça-feira, agosto 18, 2026
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Lula escala Alckmin e Durigan para defender rigor fiscal e reformas: mercado vai acreditar na promessa de superávits?

Alckmin e Durigan sinalizam continuidade da agenda fiscal em eventual governo Lula 4

Com a campanha eleitoral em pleno andamento, o governo federal busca reforçar a confiança do mercado na sua gestão fiscal. Em um evento do Santander, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defenderam os ajustes realizados até o momento e apresentaram as diretrizes para um eventual quarto mandato do presidente Lula, com foco no equilíbrio das contas públicas e na busca por superávits primários.

Alckmin enfatizou que o rigor fiscal é um pilar para a redução da taxa de juros, enquanto Durigan destacou as reformas implementadas para limitar despesas obrigatórias e garantir a sustentabilidade da dívida pública. Ambos criticaram a gestão fiscal do governo Bolsonaro, citando os déficits elevados durante a pandemia como um ponto de contraste.

Rigor fiscal como prioridade e críticas à gestão anterior

Em sua participação na 27ª Conferência Anual Santander, Alckmin declarou: “Eu sou adepto do rigor fiscal. Aliás, fizemos isso em São Paulo. Quanto mais rápido a gente fizer esses superávits, estabilizar a dívida, mais estabilidade e segurança teremos.” Ele ressaltou que o objetivo não é apenas zerar o déficit, mas sim alcançar superávits primários sustentáveis, argumentando que “quanto maior o rigor fiscal, menor a taxa de juros.”

O ministro Dario Durigan detalhou as medidas fiscais adotadas pelo governo, como a instituição do arcabouço fiscal e o controle do crescimento de despesas obrigatórias, que, segundo ele, já representam uma redução de pressão de cerca de R$ 10 bilhões anuais. Durigan também rebateu as críticas sobre gastos parafiscais, explicando que muitas das medidas se baseiam em linhas de crédito reembolsáveis e que subsídios temporários, como os de combustíveis, foram descontinuados.

Aproveitando o contexto eleitoral, os representantes do governo compararam a atual gestão com a anterior. Alckmin citou o déficit fiscal de 9,7% do PIB em 2020, durante a pandemia, como um exemplo de descontrole, enquanto Durigan apontou para a retirada de recursos dos estados sem diálogo federativo e o “calote no precatório” em 2022 como práticas distintas das adotadas pelo governo atual.

Agenda econômica vai além do fiscal: reformas e transição ecológica

Além da questão fiscal, Alckmin e Durigan abordaram outras prioridades para um eventual governo Lula 4. O vice-presidente, que também acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), destacou o potencial do Brasil em áreas como minerais estratégicos, terras raras, energia renovável, petróleo, biocombustíveis e produção de alimentos, defendendo a agregação de valor às cadeias industriais.

Alckmin reiterou a importância da reforma tributária como medida estrutural para reduzir a complexidade do sistema, diminuir a judicialização e melhorar o ambiente de negócios. Ele complementou que não existe uma “bala de prata”, mas sim uma “cesta de questões que melhorem a competitividade dos nossos produtos”, onde o juro e o custo de capital são importantes, mas não os únicos fatores.

Reforma do Estado e transição ecológica como pilares de crescimento

Durigan complementou o discurso, apontando a reforma do Estado e a transição ecológica como agendas cruciais para o aumento da produtividade e o fortalecimento da economia. Ele defendeu um Estado mais eficiente, digital e menos burocrático, ressaltando que o foco deve ser na capacidade de cumprir suas funções, e não apenas no tamanho da máquina pública. “O que nós não podemos confundir é o Estado ter o seu papel e o Estado ser inchado, o Estado ser enorme, o Estado querer tomar conta de todos os aspectos da economia. São coisas muito diferentes”, afirmou.

O ministro citou a reforma tributária e o mecanismo de split payment como ferramentas para reduzir a burocracia para as empresas, aliadas à inteligência artificial para tornar a administração pública mais eficiente. Na agenda da transição ecológica, Durigan defendeu que o Brasil aproveite suas vantagens competitivas para desenvolver uma estratégia de crescimento com investimentos em infraestrutura, educação e energia.

Fonte: neofeed.com.br

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