Nova gestão assume com desafio de zerar fila histórica no INSS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu trocar o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Gilberto Waller, que presidia o órgão desde abril de 2025, foi demitido nesta segunda-feira (13.abr.2026). A decisão ocorre em um momento crítico para o governo, com uma fila de 2,8 milhões de pedidos de aposentadorias, pensões e outros benefícios pendentes de análise. Embora o número tenha apresentado uma queda de 11% em março, totalizando 2,79 milhões de requerimentos contra 3,13 milhões em fevereiro, a demanda ainda se mantém em patamares historicamente elevados.
Promessas de zerar fila contrastam com aumento de 156% em pedidos
Apesar das promessas recorrentes do presidente Lula e de seus ministros de zerar a fila do INSS, o número de pedidos acumulados desde o início do governo até março de 2026 atingiu 1,71 milhão a mais, representando um aumento de 156,8% em comparação com dezembro de 2022. O recorde anterior de pedidos pendentes, registrado no governo de Jair Bolsonaro em janeiro de 2020, era de 2,03 milhões.
Força-tarefa e pressão por resultados não evitaram demissão
Gilberto Waller vinha sendo pressionado há meses para apresentar soluções eficazes para o problema da fila. Recentemente, o INSS anunciou uma força-tarefa e intensificou a divulgação de boletins explicativos sobre a complexidade da análise dos benefícios. Contudo, essas estratégias não foram suficientes para reverter o quadro e evitar sua demissão.
Carreira e missão estratégica marcam nova presidência
A funcionária de carreira Ana Cristina Viana Silveira assumirá a presidência do INSS. Segundo o governo, sua principal missão será “acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos” do órgão. A alta demanda por benefícios previdenciários impacta negativamente a imagem da administração pública, ao mesmo tempo em que pode, momentaneamente, conter o avanço das despesas com a área, que é a mais deficitária da União.
Fonte: www.poder360.com.br

