Descoberta Promissora no Amapá
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou nesta segunda-feira (17) a confirmação de petróleo na Margem Equatorial, durante visita ao navio-sonda NS-42, que perfura o poço Morpho em águas profundas do Amapá. Lula declarou que a aposta na pesquisa de petróleo na região, sob a gestão de Magda Chambriard na Petrobras, “valeu a pena”. A descoberta, embora ainda em fase exploratória, gerou otimismo na estatal, com a presidente Magda Chambriard expressando otimismo em relação às reservas.
Soberania Nacional e Críticas à Venda de Ativos
Em seu discurso, o presidente enfatizou a importância da descoberta para a soberania nacional e a capacidade de investimento da Petrobras. Lula criticou veementemente a venda de ativos da estatal em governos anteriores, defendendo a exploração de petróleo como um meio de gerar riqueza para o país e para o povo brasileiro. Ele comparou a emoção do momento à descoberta do pré-sal em 2007, ressaltando o potencial transformador da nova fronteira exploratória.
Conciliação com Transição Energética e COP30
Lula abordou as resistências enfrentadas para avançar com a perfuração, especialmente às vésperas da COP30 em Belém. Ele relatou que parte do governo temia desagradar países europeus, que esperavam do Brasil um posicionamento mais focado no fim dos combustíveis fósseis. No entanto, o presidente reafirmou que a política energética deve priorizar os interesses nacionais e que a exploração de petróleo não significa o abandono da transição energética. Segundo ele, o Brasil continuará investindo em biocombustíveis e buscando reduzir a dependência de combustíveis fósseis no futuro.
Críticas à Lava Jato e Visão de Futuro
O presidente aproveitou a ocasião para reiterar suas críticas à operação Lava Jato, que, segundo ele, visava destruir a Petrobras, o setor de construção civil e sua trajetória política. Lula expressou o desejo de recomprar ativos privatizados, como a refinaria de Mataripe, na Bahia. A Margem Equatorial, uma vasta faixa marítima considerada uma nova fronteira para a indústria de óleo e gás, é vista como estratégica para a reposição das reservas nacionais brasileiras, visando evitar um futuro declínio na produção e a volta da dependência de importações.
Fonte: www.poder360.com.br

