Eleições Peruanas em Meio à Crise
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais peruanas, marcadas para domingo (12.abr.2026). Em entrevista à agência AFP, Fujimori declarou que, caso eleita, pretende expulsar imigrantes em situação irregular e estreitar laços com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A candidata, que disputa a presidência pela quarta vez, promete “motivar os Estados Unidos a voltarem a participar mais ativamente” na economia peruana.
Propostas de “Retomar o Controle”
Um dos pontos centrais da plataforma de Fujimori é a expulsão de “cidadãos sem documento” e a criação de um corredor humanitário para o retorno de imigrantes venezuelanos à Venezuela. A retórica de “retomar o controle” ecoa políticas mais rígidas em segurança pública, características da gestão de seu pai, Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000 e foi posteriormente condenado por crimes contra a humanidade.
Instabilidade Política Crônica no Peru
As eleições ocorrem em um contexto de profunda instabilidade política no Peru, que tem visto sucessivas trocas de presidente nos últimos anos. Desde a destituição de Alberto Fujimori em 2000, apenas alguns chefes de Estado conseguiram completar seus mandatos. A situação se agravou a partir de 2016, com renúncias e deposições frequentes, totalizando seis presidentes destituídos entre 2016 e 2026, evidenciando um padrão de crise governamental.
Cenário Eleitoral Diverso
Além de Keiko Fujimori, que representa a direita, a disputa presidencial conta com outros nomes relevantes. Entre eles, destacam-se Rafael López Aliaga (extrema-direita), Carlos Álvarez (outsider populista), Alfonso López Chau (esquerda), Jorge Nieto (centro), César Acuña (centro-direita) e Roberto Sánchez (esquerda). A fragmentação política e a busca por estabilidade moldam o cenário para a decisão eleitoral.
Fonte: www.poder360.com.br

